[CHAPTER 3] – UM CASAMENTO SURPRESA

POV de Marina

- Casa comigo – digo-lhe sem hesitar, mas hesitando

 Ele ficou em silêncio, eu fiquei em silêncio. E isso pesava entre nós, criava uma barreira entre nós. Por fim ele solta uma gargalhada.

- Não sabes nada sobre mim – diz-me ele de forma séria e confuso com a minha proposta

- Não preciso, apenas preciso de alguém que não tenha nada a perder – digo-lhe de forma segura e firme

Ele fica pensativo, ele encara-me, avalia-me, analisa a minha postura.

- Não – responde-me ele de forma clara e direta e eu não reagi, não implorei e não insisti, apenas assenti como que já soubesse a resposta dele

- Então vai embora, antes que eles voltem – digo-lhe e ele fica a encarar-me e depois de uns segundos ele vai embora, deixando-me sozinha.

Assim que a porta se fecha eu sinto que não foi um adeus e sim um até já. O que eu não sabia era que era um até já muito curto, breve, e a minha vida estava destinada a cruzar-me com a dele.

Tal como ele, eu também saio da sala onde estivemos, vou para casa.

Naquela noite eu tinha muito em que pensar, pois, dentro de poucos dias era o meu casamento com Diogo, coisa que não aconteceria. Eu não iria casar com aquele traidor.

E isso era um problema que eu tinha de resolver, eu tinha de me casar, eu tinha de satisfazer o último desejo do meu avô.

Eu choro de raiva. Como é que eu não vi que tinha sido enganada. Como é que eu não desconfiei de nada.

Eu preciso de encontrar uma solução. E rapidamente.

A noite cai rápido e eu estou no meu quarto, sentada na cama, sem saber o que fazer e encaro a caixa do meu vestido de noiva, que estava dentro da caixa.

Os meus pensamentos são interrompidos por uma funcionaria da mansão. Eu tinha uma visita, mas eu não esperava por ninguém.

- Você? – pergunto o ver o homem a quem eu tinha feito, horas antes a proposta de casamento, sentado no sofá da mansão do meu avô

- Eu – responde-me ele a sorrir, mas vestido de forma diferente, elegante, arranjado, limpo, perfumado, parecia outro homem, ele estava outro homem, com outra postura, mas com o mesmo olhar

- Como descobriu onde eu moro? – pergunto-lhe curiosa, mas, muito apreensiva

- Isso fica para mais tarde, ou até para outro dia – responde-me olhando para todos os lados a sorrir e tentando perceber se alguém ouvia a nossa conversa – A proposta ainda está de pé? – pergunta-me ele num tom baixo e de forma direta e eu sorrio para ele

- Sim – digo a sorrir pois, ele era a minha salvação, e, eu estava de volta ao comando da situação - Venha – digo-lhe e vamos para o escritório conversar.

Nós fazemos o nosso acordo, nós vamos casar, eu vou casar e vou voltar a ficar por cima e quem me quer ver na lama ainda vai ter muito que lutar para me conseguir destruir, eu sou Marina Vasques, hoje eu renasci.

Naquela noite eu durmo muito bem, eu estava aliviada, eu estava novamente por cima e a controlar as coisas, como me foi sempre dito pelo meu avô. E sempre que pensava nele o meu coração apertava, pois eu iria enganá-lo para realizar o último desejo dele.

- Ele quer me ver casada e vai ver, ele nunca falou que eu tinha de o amar, de ser um casamento verdadeiro – sussurro para mim mesma e tentando não me sentir tão culpada pelo que eu estava a fazer com ele

Os dias passam a correr, eu tinha muito que resolver, muito que tratar e ninguém podia desconfiar do que eu fazia.

O grande dia chega.

Eu consegui fazer tudo, secretamente, mas, fiz tudo. O meu casamento com Kostas tinha acontecido hoje pela manhã no cartório e eu olhava para a aliança no meu dedo, uma aliança discreta, afinal era apenas a forma de formalizar um casamento que não passaria de um papel assinado e duas alianças.

Pelo menos era o que eu contava que fosse.

Eu estou sozinha no salão da mansão, eu combinei com Kostas que ele apareceria apenas quando eu anunciasse que estava casada com ele. E era assim que aconteceria tudo.

O salão estava cheio, ouviam-se muitas vozes. Eram muitos os presentes, família, amigos, pessoas importantes, os traidores que tanto me apunhalaram pelas costas, e o meu avô, ele estava presente, acompanhado por uma equipa médica que o trouxe apenas para assistir ao anúncio.

Eu observava tudo, calma, serena. Receba sorria, ela estava radiante por ficar noiva de Diogo.

O tempo passa e chega a hora do anúncio.

- Eu tenho um anúncio – ouço Rebeca a falar chamando as atenções para ela

- Eu vou casar com Diogo Valverde – diz ela e ouvem-se murmúrios, todos estão surpresos, outros fingem estar felizes, mas não escondem a surpresa que sentiram pelas expressões que fazem.

Chegou o momento e eu dou um passo em frente.

- Engraçado – digo e todos me encaram – Porque eu também tenho um anúncio – digo indo para junto da minha irmã – Eu casei – digo e olho para o meu avô e vejo a forma como ele está a reagir e aparentemente ele está calmo

- Que brincadeira vem a ser esta? – pergunta Lucia, a minha madrasta e eu nem tenho tempo para responder pois Rebeca impede-me

- Sim, que brincadeira é essa Marina? – pergunta-me Rebeca com um ar de pânico pois ela não estava nada à espera que eu anunciasse que eu já estava casada- E posso saber com quem casaste? – pergunta Rebeca num tom de dúvida e com a sua habitual ironia de quem desconfiava das minhas palavras.

- Comigo – responde Kostas surgindo atrás de mim e vem para o meu lado – Kostas Ioannidis – diz ele e estende a mão para Rebeca para a cumprimentar e noto a forma como ela fica pálida ao ouvir o nome do meu noivo e ela olha para o nosso pai, ele está igualmente pálido e com uma expressão que eu nunca tinha visto nele.

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