POV de Marina Vasques
No dia seguinte, eu volto ao hospital. O meu avô dorme, mas a aparência dele não é boa. Ele parece cada vez mais frágil. Eu sei que ele não tem muito tempo.
Aproximo-me dele lentamente, sem fazer barulho e sento-me ao lado dele, e memorizo mais uma vez os traços do rosto dele. Eu faço sempre isso, ele é o único rosto familiar que tenho na minha memória e o único que quero manter.
- Avô – digo de forma suava, calma, frágil, como só ele me podia ver
Eu seguro a mão dele e co