POV Marina VasquesEu não sabia o que pensar.Nós seguimos juntos, já tínhamos tudo preparado, ficaríamos no mesmo hotel naquela noite, em quartos separados, mas o hotel era o mesmo. Ninguém teria como saber se estávamos ou não no mesmo quarto.O plano era perfeito, assim eu pensava.Numa noite tudo muda.Na manhã seguinte eu vou para a empresa.O meu telemóvel não parava, telefonemas, mensagens, rumores. Nos jornais eram manchetes, a minha cara, o meu nome, em todo o lado.Marina Vasques era o nome que todos falava, mas não como era antes. Não como a vítima, a filha preterida, a herdeira solitária, eu hoje nas manchetes era a protagonista.A empresa fervilhava.Todos me encaram ao ver-me chegar, mas ninguém ousa falar para mim, os olhares diziam tudo.Eu entro no escritório do meu avô, agora o meu escritório e sento-me na cadeira dele, que sempre me fez parecer pequena sentada lá, era uma cadeira grande, imponente, uma cadeira que fazia enrijecer de respeito quem olhava para quem lá
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