[CHAPTER 8] – O ACORDO

POV de Marina Vasques

- Por quem? – pergunto-lhe com ironia – Por alguém que me protege ou por alguém que nunca me quis? – pergunto-lhe e forma direta e seu que o atingi de forma certeira

- Isso é um absurdo – diz-me o meu pai a olhar para mim incrédulo com a minha postura

- É? – pergunto-lhe de forma direta e segura das minhas palavras

Eu levanto-me e vou em direção ao meu pai.

- Diz-me uma coisa Mário, pai – digo a palavra pai de forma fria, distante, o que não era habitual – Quando é que estiveste do bem lado? – pergunto-lhe encarando-o – Ou melhor, quando é que estiveste do meu lado? – corrijo-me e sorrio para ele.

Ele não me respondeu, ele ficou em silêncio. E isso foi o suficiente para mim.

Ao final do dia eu regresso ao hotel.

Eu tenho que ir ter com Kostas, eu preciso de respostas.

Ele estava de costas no terraço do hotel quando eu cheguei, como que se já estivesse à minha espera. Ele parecia estar sempre um passo à frente de todos.

- Vi as notícias – diz-me assim que me vê a aproximar

- Já imaginava isso, a minha cara está em todo o lado – digo-lhe e encosto-me à parede

- Marina, precisamos de falar – diz-me ele a olhar para mim

- Finalmente – respondo-lhe, pois, ele tinha que me explicar muita coisa e cruzo os braços em cima do peito e ele aproxima-se e trás com ele vários jornais – Isto não é real – digo apontando para uma notícia que falava no nosso casamento

- Discordo – diz-me ele – É bastante real – sussurra ao meu ouvido e sorri

- Sabes bem o que eu quero dizer – digo-lhe e ele sorri para mim – Um casamento é sempre um acordo – responde-me ele a sorrir – E nós temos que definir o nosso – diz-me ele e eu fico a encará-lo, em silêncio esperando que ele continuasse, mas ele não diz mais nada.

- Estou a ouvir – respondo-lhe a encará-lo

- Protegemo-nos mutuamente – começa ele por dizer

- Já estamos a fazer isso – digo-lhe, pois eu também o defenderia como ele me defende a mim – Se interferir na vida pessoal um do outro – continuo eu a falar e ele olha para mim e fica em silêncio, pois ele ficou pensativo com as minhas palavras

- Isso tem de ser negociado – diz-me ele e eu ignoro após engolir em seco

- Sem mentiras – digo-lhe e ele sorri

- Isso não é realista, pelo menos para já – responde-me e ele com sinceridade e de forma firme

- Então pelos menos, com menos mentiras – digo-lhe e ele volta a sorrir e dá um passo na minha direção ficando muito próximo de mim

- O que eu ganho? – pergunta-me ele

- O que queres ganhar? – respondo-lhe com uma pergunta e ele sorri para mim

- Acesso – diz-me ele e eu franzo o sobrolho e ele percebe a minha confusão – À empresa, à influência, ao nome – responde-me ele e eu encaro-o e ele observa-me

- Terás esse acesso – respondo-lhe e ele sorri

- E tu? – pergunta-me – O que queres ganhar? – pergunta-me ele e eu respiro fundo

- Liberdade – respondo-lhe de forma direta

Ele fica em silêncio, com uma expressão indecifrável para mim.

- Acordo aceite – diz ele ao fim de uns minutos em silêncio

Ele foi fácil de convencer, simples, e eu não esperava isso e fico surpreendida.

- Aceitas assim fácil? – pergunto-lhe não controlando a minha curiosidade e espanto

- Não sou um homem complicado – responde-me ele com um tom de ironia e um leve sorriso nos lábios

Eu arqueei as sobrancelhas e sorrio.

- Discordo – respondo-lhe, pois, eu não acho que ele não seja complicado, para mim ele é bem complicado e muito complexo

Ele aproxima-se de mim. Ficando muito próximo.

- É porque ainda não me conheces – responde-me com um tom calmo, sereno, decidido

E o tom de voz dele fez algo dentro de mim estremecer, ele mexeu comigo e eu não consigo perceber o porquê.

- Como foi o seu dia? – pergunta-me ele depois de estarmos em silêncio a encararmo-nos

- Normal, apenas com mais perguntas – digo-lhe e ele consente com a cabeça

- O seu pai, falou consigo? – pergunta-me ele e eu olho para ele

- Sim, queria que eu anulasse o nosso casamento – respondo de forma frontal, sem rodeios e para ver a reação dele – Segundo ele o meu marido é um homem perigoso e que me manipula – digo-lhe e ele sorri

Ficamos em silêncio novamente. Ambos nos encaramos, sem dizer uma única palavra.

- Curioso, vindo dele – responde-me ele – O mestre da manipulação – diz-me ele e eu sinto um cero rancor na voz dele

- Conheces o meu pai? – pergunto-lhe e ele sorri

- Infelizmente – responde-me ele sem rodeios e encarando-me

- Posso saber de onde? – pergunto-lhe, eu tenho que ter calma com as minhas perguntas, eu já percebi que Kostas é misterioso e ele não me vai contar tudo o que eu quero, mas eu quero saber o mais possível

- Deste mundo – responde-me ele a suspirar – Negócios – responde-me ele e olha para mim – Mas ainda é cedo saberes mais coisas, um dia saberás de tudo – responde-me ele sem rodeios

- És amigo dele – pergunto-lhe e ele gargalha, era uma gargalhada irónica

- Não… posso dizer que somos inimigos – responde-me ele e eu assinto com a cabeça, para mim isso é bom, pois, é sinal que estamos os dois do mesmo lado – Se eu fosse amigo dele não estava aqui contigo – responde-me e eu assinto com a cabeça

O silêncio volta. Naquele fim de dia eu e ele não voltamos a falar mais.

Eu regresso ao meu quarto, ele fica no dele. Eu estou pensativa. Eu não sei quem é ele, mas ele transmite-me segurança, e isso não é normal, eu não confio em quem não conheço, ou pelo menos, não confiava.

- Quem és tu Kostas Ioannidis? – pergunto-me a mim mesma e começo a procurar por informações dele na internet, mas poucas informações existem.

Apenas um é relevante.

A família dele sofre um enorme golpe. Alguém o roubou. Isso é estranho, e chama a minha atenção.

Sigue leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la APP
Explora y lee buenas novelas sin costo
Miles de novelas gratis en BueNovela. ¡Descarga y lee en cualquier momento!
Lee libros gratis en la app
Escanea el código para leer en la APP