Prisioneira do Homem que Amei

Prisioneira do Homem que AmeiPT

Romance
Última actualización: 2026-06-27
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Resumen
Índice

Valeria acreditou ter escapado para sempre do homem que partiu seu coração. Durante cinco anos viveu fugindo, mudando de nome e de país, convencida de que Alejandro Montenegro a havia traído da pior forma possível. Mas tudo não passava de uma mentira cruel. Quando o destino a obriga a voltar à cidade, Alejandro a encontra. E desta vez, o poderoso CEO não tem a menor intenção de deixá-la escapar novamente. Sequestrada e trancada em seu luxuoso penthouse, Valeria se vê obrigada a conviver com o homem que jurou odiar pelo resto da vida. Entre a raiva, o rancor e uma atração que nunca morreu, ambos descobrirão que foram vítimas do mesmo engano. Alejandro está disposto a tudo para recuperá-la. Valeria está decidida a não se render. Mas neste perigoso jogo de poder, obsessão e desejo… quem terminará se quebrando primeiro?

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Capítulo 1

Capítulo 1: O Reencontro

A chuva caía com fúria sobre a cidade, como se o céu estivesse chorando lágrimas de raiva. As gotas pesadas tamborilavam contra o asfalto, formando poças que refletiam as luzes neon dos arranha-céus. Valeria Ferrara apertou o passo, o coração martelando no peito como um tambor de guerra. Cinco anos. Cinco longos e torturantes anos haviam se passado, mas o medo ainda estava ali, vivo, cravado em sua alma como uma ferida que nunca cicatrizou completamente.

Ela segurava um envelope marrom com as mãos trêmulas. Dentro dele, os documentos confidenciais que seu chefe havia insistido que entregasse pessoalmente. Nunca, nem em seus piores pesadelos, imaginara que a empresa para a qual trabalhava agora pertencia a ele.

Alejandro Montenegro.

O homem de quem fugira desesperadamente.

O homem que destruíra sua vida.

O homem que ainda assombrava seus sonhos nas noites mais escuras.

Quando as portas do elevador se abriram no último andar do imponente edifício de vidro e aço, Valeria sentiu o mundo parar. O ar pareceu rarefeito. Ali estava ele, de pé diante da enorme parede de vidro que dava vista para a cidade cinzenta e molhada. Alto, imponente, vestido com um terno negro impecável que realçava sua figura musculosa. As mãos enfiadas nos bolsos, o olhar perdido na tempestade lá fora. Parecia ainda maior, mais intimidante e infinitamente mais perigoso do que nas lembranças que ela guardara com tanto esforço.

Ele se virou lentamente, como se sentisse sua presença antes mesmo de vê-la.

Por vários segundos, nenhum dos dois falou. Apenas se encararam. O ar entre eles ficou denso, carregado de memórias, dor, raiva e algo muito mais sombrio — uma atração proibida que nenhum dos dois conseguira matar.

— Valeria… — A voz de Alejandro saiu rouca, baixa, quase um rosnado primal que reverberou no peito dela. — Depois de tanto tempo… finalmente você voltou para mim.

Valeria deu um passo instintivo para trás, mas as portas do elevador já haviam se fechado silenciosamente atrás dela, selando seu destino.

— Eu não vim por você — respondeu ela, tentando manter a voz firme, embora o tremor a traísse. — Vim apenas entregar esses documentos. Nada mais.

Alejandro começou a caminhar em sua direção com passos lentos e deliberados, como um predador que sabe que a presa não tem para onde fugir. Cada passo ecoava no piso de mármore, reduzindo o oxigênio da sala luxuosa. O perfume dele — uma mistura inebriante de madeira escura, couro caro e algo perigosamente masculino — invadiu o espaço.

— Você realmente acreditou que poderia reaparecer na minha cidade e que eu não saberia? — perguntou ele, com um sorriso lento e perigoso curvando os lábios. — Eu procurei por você durante cinco anos, Valeria. Cinco anos esperando este exato momento.

Ela apertou o envelope contra o peito, como se aquele pedaço de papel pudesse protegê-la de seu olhar possessivo.

— Me deixe ir, Alejandro. Por favor…

Ele parou a poucos centímetros dela. Era muito mais alto. Sua presença era sufocante, dominadora. Valeria sentia o calor que irradiava dele atravessando suas roupas molhadas.

— Você cometeu dois erros graves — sussurrou ele, inclinando-se até que seus rostos quase se tocassem. Sua respiração quente roçava a pele dela. — O primeiro foi fugir de mim. O segundo… foi voltar.

Antes que Valeria pudesse reagir, Alejandro arrancou o envelope de suas mãos e o deixou cair no chão sem o menor cuidado. Com um movimento rápido e preciso, ele a segurou pela cintura e a puxou com força contra seu corpo sólido.

— Bem-vinda ao lar, minha prisioneira.

Valeria sentiu o mundo desabar sob seus pés. O calor do corpo dele atravessava o tecido úmido de sua blusa, e seu cheiro — aquela mistura letal de madeira, colônia cara e puro perigo — a golpeou com violência, despertando memórias que ela lutara cinco anos para enterrar em um lugar profundo de sua mente. O toque dele era ao mesmo tempo familiar e aterrorizante.

— Me solte — conseguiu dizer, embora sua voz saísse fraca, quase um sussurro.

Alejandro soltou uma risada baixa, escura e rouca que vibrou contra o peito dela.

— Soltar você? — repetiu ele, como se a palavra fosse uma piada absurda. — Depois de você desaparecer sem deixar rastros? Depois de me deixar completamente louco, procurando por você em cada canto do mundo?

Sua mão grande subiu devagar pelas costas dela, deixando um rastro de fogo, até se enredar nos fios molhados de seu cabelo. Ele puxou com suavidade, mas com firmeza inegociável, obrigando-a a erguer o rosto e encará-lo diretamente.

Os olhos de Alejandro eram os mesmos de sempre: negros como a noite mais profunda, intensos e possessivos. Mas agora havia algo mais neles. Uma escuridão muito maior. Uma obsessão que beirava a loucura.

— Cinco anos, Valeria. Cinco malditos anos sem saber se você estava viva ou morta. Você faz ideia do que isso faz com um homem como eu?

Ela tentou empurrá-lo, mas era como tentar mover uma parede de concreto. Seus músculos eram duros, inflexíveis.

— Eu não te devo nada — respondeu ela, reunindo toda a coragem que lhe restava. — Foi você quem me enganou. Foi você quem destruiu minha vida.

Por um breve segundo, uma sombra de surpresa cruzou o rosto de Alejandro. Ele franziu a testa.

— Do que diabos você está falando?

— Não se faça de inocente! — explodiu ela, a dor antiga voltando com força. — Eu vi as fotos, Alejandro. Vi você com aquela mulher no seu escritório. Na mesma noite em que você me disse que me amava.

O silêncio que se seguiu foi tão denso e sufocante que Valeria conseguia ouvir o próprio coração batendo descontrolado contra as costelas.

Alejandro a encarou fixamente por vários segundos. Depois, lentamente, a soltou e deu um passo para trás. Passou a mão pelo rosto, visivelmente abalado pela primeira vez.

— Então foi isso que aconteceu… — murmurou ele, mais para si mesmo do que para ela, a voz carregada de algo que Valeria não conseguiu identificar.

Ela aproveitou o momento para se afastar vários passos, respirando com dificuldade, o peito subindo e descendo rapidamente.

— Me deixe ir. Já entreguei os documentos. Não há motivo para você me ver novamente.

Alejandro ergueu o olhar para ela. A surpresa havia desaparecido completamente. Agora restava apenas uma determinação fria, calculada e aterrorizante.

— Você se engana — disse ele com uma calma mortal. — Não só vou te ver novamente… você vai ficar comigo. Para sempre.

Valeria sentiu um arrepio gelado percorrer toda a sua espinha.

— O que você disse?

Ele caminhou até a mesa e pressionou um botão. Segundos depois, dois homens altos e fortes, vestidos com ternos escuros, entraram no escritório.

— Escoltem a senhorita Ferrara até minha residência privada. Certifiquem-se de que ela não escape.

Os olhos de Valeria se arregalaram em puro horror.

— Você não pode fazer isso! Isso é sequestro!

Alejandro se aproximou novamente, tão perto que seus rostos quase se tocavam. Quando falou, sua voz era um sussurro perigoso e sedutor:

— Sequestro é quando levo alguém contra a vontade. Mas você, meu amor… você me pertence há muito tempo. Estou apenas reclamando o que é meu por direito.

Ele fez um sinal com a cabeça e os dois seguranças a seguraram pelos braços com firmeza inabalável.

Enquanto a arrastavam para fora do escritório, Valeria virou a cabeça uma última vez e cuspiu com todo o veneno que carregava no peito:

— Eu te odeio.

Alejandro sorriu, uma mistura sombria de satisfação e desejo profundo.

— Ótimo. O ódio é um excelente ponto de partida. Porque quando esse ódio se transformar em outra coisa… você estará exatamente onde sempre deveria ter estado. Ao meu lado.

As portas do elevador se fecharam diante dela.

Valeria estava presa.

E dessa vez, ela sabia que escapar não seria tão fácil.

As portas do elevador se abriram diretamente no estacionamento subterrâneo do edifício. Os dois homens de segurança não a soltaram nem por um segundo. Valeria se debatia com todas as forças, mas era inútil. Eles eram treinados e muito mais fortes.

— Me soltem! Isso é ilegal! — gritava ela, embora soubesse que ninguém viria ajudá-la naquele lugar controlado por Alejandro.

Um Mercedes negro blindado os aguardava com os faróis acesos. A porta traseira estava aberta como a boca de um predador. Eles a empurraram para dentro sem nenhuma delicadeza e fecharam a porta. Os travas automáticas se ativaram com um clique sinistro. Ela estava completamente presa.

Segundos depois, Alejandro entrou pelo outro lado e se sentou ao lado dela. O carro começou a se mover imediatamente, saindo para a noite chuvosa.

Valeria se colou contra a porta, o mais longe possível dele, respirando de forma agitada e irregular.

— Quanto tempo você pretende me manter presa? — perguntou com a voz trêmula.

Alejandro a olhou de canto de olho enquanto afrouxava a gravata com movimentos calmos.

— O tempo que for necessário.

— E se eu me recusar a ficar com você?

Ele soltou uma risada baixa, sem qualquer humor.

— Você não está em posição de recusar nada, Valeria.

O silêncio que caiu entre eles era pesado e opressivo. Apenas o som da chuva batendo no teto do carro e o ronronar suave do motor preenchiam o espaço.

Valeria olhava pela janela, vendo as luzes da cidade passarem borradas pela chuva. Era como assistir sua antiga vida se afastar para sempre.

— Por que eu? — perguntou ela em voz baixa, quase um sussurro. — Havia tantas mulheres que queriam estar com você. Mulheres mais bonitas, mais obedientes, mais adequadas ao seu mundo de poder e dinheiro. Por que se obcecar justamente comigo?

Alejandro virou a cabeça lentamente em sua direção. Seus olhos negros a perfuraram até a alma.

— Porque desde o primeiro instante em que te vi, eu soube que você era diferente. Você não se impressionava com meu dinheiro. Não se intimidava com meu poder. Você me olhava como se eu fosse apenas um homem comum… e isso me deixou completamente louco.

Ele fez uma pausa, a voz ficando mais grave:

— Você é a única mulher que teve a coragem de me abandonar. A única que conseguiu desaparecer por cinco anos. Isso não é algo que eu possa esquecer facilmente.

Valeria apertou os punhos sobre o colo até as unhas cravarem na palma das mãos.

— Eu só queria uma vida normal. Longe do seu mundo sombrio, dos seus inimigos, do seu jeito de amar que mais parece uma prisão.

Alejandro se inclinou para mais perto. Sua presença dominava todo o interior do carro luxuoso.

— Meu amor não é uma prisão, Valeria. É uma fortaleza. Quando você finalmente entender isso, vai parar de lutar contra mim.

O carro subiu por uma rampa privada e parou diante de um edifício ainda mais luxuoso. Valeria reconheceu o lugar imediatamente — um dos endereços mais exclusivos e impenetráveis da cidade.

Quando desceram, Alejandro a segurou pelo braço com firmeza e a guiou até o elevador privativo. Não havia botões. Apenas um painel de leitura digital. Ele colocou o dedo e as portas se abriram silenciosamente.

Subiram em completo silêncio, a tensão quase palpável.

Quando as portas se abriram novamente, Valeria ficou sem ar. Eles estavam diretamente dentro de um enorme penthouse de dois andares. Janelas do chão ao teto ofereciam uma vista panorâmica da cidade iluminada, decoração minimalista mas extremamente luxuosa, e um silêncio tão profundo que era quase opressivo.

Alejandro tirou o paletó do terno e o jogou sobre um sofá de couro.

— Bem-vinda ao seu novo lar — disse ele, observando cada reação dela com atenção predatória. — Não tente escapar. O elevador só funciona com minha digital ou meu código. As janelas não abrem. Há segurança armada em todo o prédio.

Valeria sentiu as lágrimas queimarem seus olhos, mas se recusou a deixá-las cair. Não daria esse gosto a ele.

— Você é um monstro — sussurrou ela, a voz embargada.

Alejandro se aproximou devagar até ficar frente a frente. Levantou uma mão e acariciou sua bochecha com o polegar, o toque estranhamente gentil.

— Talvez eu seja — respondeu ele com voz suave e perigosa. — Mas este monstro esperou por você durante cinco anos. E agora que finalmente te tenho… não pretendo te deixar ir nunca mais.

Ele se inclinou até que seus lábios quase roçassem os dela, o hálito quente contra sua pele, e sussurrou:

— Prepare-se, Valeria. Porque desta vez… você vai aprender a me amar. Mesmo que eu precise te quebrar para conseguir isso.

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86 chapters
Capítulo 1: O Reencontro
Capítulo 2: A Jaula Dourada
Capítulo 3: A Verdade que Destrói
Capítulo 4: Regras e Limites
Capítulo 5: O Primeiro Trato
Capítulo 6: Notas e Melodias
Capítulo 7: Sombras do Passado
Capítulo 8: Ciúmes Controlados
Capítulo 9: A Primeira Tentativa
Capítulo 10: Castigo Silencioso
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