Mundo ficciónIniciar sesiónLaura Martins acreditava estar prestes a viver o auge da sua vida: casamento marcado, carreira em ascensão e um futuro cuidadosamente planejado. Mas, no mesmo dia em que conquista a promoção mais importante da empresa, tudo desmorona. Seu noivo a descarta sem remorso — não por falta de amor, e sim por não suportar ser ofuscado por uma mulher mais bem-sucedida do que ele. Ferida, humilhada e determinada a não desaparecer, Laura aceita a fuga emocional proposta por sua melhor amiga, Vik. Uma noite em uma boate elegante deveria ser apenas distração, mas um desafio impulsivo muda tudo: — Beija o primeiro homem que passar. O beijo dura segundos. As consequências, muito mais. O desconhecido é James McCall, o CEO mais poderoso e temido da cidade. Um homem conhecido pela frieza impecável, pelo controle absoluto e por jamais misturar desejo com sentimento. Para ele, aquele beijo não foi um erro — foi uma provocação. Um ponto fora da curva que desperta algo que James odeia sentir: curiosidade. Quando os caminhos deles se cruzam novamente no ambiente corporativo, Laura percebe que James não joga para perder. E ele, por sua vez, descobre que Laura não se encaixa em nenhum padrão que ele saiba dominar. Entre jogos de poder, encontros carregados de subtexto e uma atração que cresce onde não deveria existir, Laura se vê dividida entre proteger o próprio coração e descobrir quem pode ser longe das expectativas alheias. Para complicar, um novo diretor chega à empresa: Ryan Velasco—carismático, gentil e emocionalmente disponível. Ele representa tudo o que Laura acredita merecer… e tudo o que James não consegue ser. Agora, Laura terá que enfrentar um ex disposto a reescrever o passado, um CEO que confunde controle com desejo, e a si mesma, enquanto aprende que amar não é se diminuir.
Leer másLaura fechou a porta do apartamento com força controlada demais para ser natural. Encostou a testa na madeira por alguns segundos, respirando fundo, como se precisasse lembrar o próprio corpo de quem estava no comando.— Ele não vai me afetar — murmurou para si mesma, em voz baixa, quase como uma ordem. — Não vai.Mas o silêncio do apartamento não respondeu. Apenas devolveu o eco do jantar, do olhar de James, da forma como ele parecia ocupar espaços sem pedir permissão.Vik, sentada no sofá com uma taça de vinho na mão, levantou lentamente uma sobrancelha, observando cada microexpressão da amiga.— Interessante você dizer isso… — comentou, com um meio sorriso provocador. — Principalmente depois de ficar vermelha três vezes durante o jantar. Quer tentar de novo ou prefere admitir que sentiu alguma coisa?Laura largou a bolsa sobre a bancada da cozinha, mais forte do que pretendia.— Não senti nada — respondeu rápido demais.Vik riu baixo. — Laura, eu te conheço há anos. Quando você não
O restaurante era elegante, envolto por uma luz baixa que parecia cuidadosamente calculada para criar intimidade sem excessos. Tons âmbar refletiam nas taças de cristal, e a música suave preenchia os espaços vazios entre conversas discretas. Laura entrou ao lado de Vik, ajustando a postura antes mesmo de dar o segundo passo. Inspirou fundo. Nada a tiraria do controle. Nada.Ou pelo menos era o que ela repetia mentalmente, como um mantra.O ar ali dentro parecia diferente. Mais denso. Como se carregasse uma expectativa silenciosa. E ela sabia exatamente o motivo.James McCall estava lá.Ele não fez esforço algum para chamar atenção. Estava sentado à mesa, costas eretas, expressão calma, observando a entrada como quem espera algo inevitável. Não havia pressa em seus gestos, nem ansiedade em seu olhar. Apenas presença. Uma presença que ocupava o ambiente sem precisar se impor.— Boa noite — disse ele, sem se levantar, a voz firme e baixa.— Boa noite — respondeu Laura, caminhando até a m
O elevador subiu lentamente. Laura sentiu o peso de cada andar, cada movimento, cada vibração do prédio como se o mundo estivesse conspirando para deixá-la vulnerável. Ela segurava a pasta contra o corpo, postura reta, respiração controlada. Nada podia mostrar fraqueza.Quando as portas se abriram, ele estava lá.James McCall.Encostado na parede do corredor, olhando a tela do celular, como se estivesse esperando por ela.— Bom dia, Laura — disse, sem levantar a voz, mas com aquele tom que fazia o coração dela bater mais rápido do que deveria.— Bom dia — respondeu, firme, olhando para frente, fingindo que não sentia o efeito que ele causava apenas estando perto.Ele caminhou em sua direção, passos lentos, calculados. Cada movimento era uma demonstração de presença e poder. Ela sentiu o ar mudar ao redor dele — e dentro dela.— Vai ter tempo para o café? — ele perguntou, aproximando-se apenas o suficiente para que o perfume dele invadisse seu espaço sem toque.— Estou atrasada — respo
Laura se sentou à mesa da cozinha, mexendo distraidamente no café da manhã enquanto Vik dançava com a música que saía do rádio. O som alto e vibrante parecia rir dela: rir de seus pensamentos, do cartão de James, do e-mail, da reunião.— Você está pensando nele de novo — Vik disse, girando para encará-la com aquele sorriso travesso.— Não estou! — Laura respondeu rápido demais. — Só… revisando o planejamento da semana.— Ah, claro — Vik riu, batendo a colher na mesa. — Planejamento ou devaneios sobre o CEO gelado?Laura revirou os olhos, mas o coração acelerou de forma inconfundível. Por mais que tentasse racionalizar, não podia negar a lembrança de como ele a olhou na reunião, como cada palavra dele parecia desafiar e provocar ao mesmo tempo.— Ele é irritante — Laura murmurou. — Inteligente demais, arrogante demais… e incrivelmente…— Gostoso demais, não me diga — Vik completou, com aquele sorriso de quem sabe que está arrancando confissão.Laura bufou, mas não respondeu. Ela sabia
Laura Martins entrou na sala de reuniões da McCall Corp com a postura impecável. Cada passo calculado, cada gesto firme, cada olhar decidido. Não iria demonstrar nervosismo, medo ou curiosidade descontrolada. Ela havia passado os últimos dias reforçando uma única ideia: não ceder. Não importar-se. Não se perder.— Laura, bom dia — disse Adrian, seu contato de confiança na empresa. — Hoje temos a reunião com a diretoria do Grupo McCall. Eles esperam você à altura.— Claro — respondeu Laura, com um sorriso contido. — Preparada como sempre.Enquanto conferia os últimos documentos, percebeu o que inevitavelmente aconteceria. O ar da sala parecia mudar quando James McCall entrou. Não houve anúncio, não houve formalidade exagerada. Ele apenas entrou, e o mundo dela, por um instante, girou de maneira errática.James McCall. Coração de Gelo. O homem que não sabia o significado de “não” e que agora estava ali, olhando diretamente para ela, como se o simples ato de existir tivesse um propósito:
Laura percebeu que algo estava errado antes mesmo de conseguir identificar o motivo. Não foi um som, nem uma mudança visível no ambiente. O escritório permanecia igual: luz branca refletindo no vidro das divisórias, o ar-condicionado em temperatura constante, o burburinho distante do andar inferior. Ainda assim, seu corpo reagiu primeiro. Um arrepio subiu pela espinha, a respiração ficou curta demais, e os dedos pausaram sobre o teclado. Alguém estava ali. Quando ergueu os olhos, o mundo pareceu se ajustar ao redor daquela presença. James McCall. Ele ocupava o espaço como se o escritório tivesse sido desenhado para ele. Alto, postura impecável, o terno escuro moldado com perfeição ao corpo, cada detalhe transmitindo controle absoluto. O rosto era impassível, mas os olhos… os olhos estavam atentos demais. Avaliadores. Penetrantes. O coração de Laura disparou, mas ela se obrigou a não demonstrar. Não depois de tudo que havia vivido. Endireitou os ombros, ajeitou a cadeira e lev
Último capítulo