Capítulo seis

Ninguém tinha aparecido para questionar o horário, mas depois da experiência da última vez, Kat resolveu entrar na casa antes de anoitecer. Ela nota que a casa estava silenciosa, Lily tinha avisado de última hora que era a folga dos empregados, então não havia mais ninguém além dela e Atlas. A jovem entra na cozinha, a sua última refeição tinha sido o almoço oferecido por Lily mais cedo. 

Kat pega tomates, bacon e temperos frescos. Ela começa a picar os ingredientes para preparar o macarrão, uma receita simples que ela fazia em sua casa. Ela pensava em oferecer a refeição para Atlas, ele estava desde cedo trancado no escritório. A Black coloca a massa na água quente com sal, e numa frigideira ela refogada o bacon com o tomate e os temperos. Ela j**a a massa cozida no refogado e acerta o sal, por último um pouco de queijo ralado na hora.

A jovem vai até o escritório de Atlas, ela b**e algumas vezes na porta, mas nada de resposta do outro lado da porta. Ela empurra levemente a porta, ele estava debruçado sobre a mesa, então ela se aproxima um tanto receosa. O rosto dele estava molhado de suor, seu corpo tremia e ele estava muito quente. Ela se oferece para ajudá-lo, mesmo contragosto, Atlas se apoia nela e caminha até o quarto com dificuldade.

— Você está com febre — ela o ajuda a deitar. 

— Eu não estava me sentindo bem de manhã, mas achei que ficaria melhor. 

— Você piorou muito, parece até mesmo enfraquecido — ela entra no banheiro e procura algum remédio. 

— Acho que pode ser apenas uma gripe forte. 

— Eu vou pegar água para você tomar com o remédio. 

— Você não precisa cuidar de mim, Katherine. 

— Não vou deixá-lo desfalecer na minha frente. 

Ela desce até a cozinha e pega água, uma bacia com água e gelo, e um pano para colocar na testa de Atlas. Kat volta para o quarto e deixa as coisas ao lado da cama, ela retira a camisa dele com dificuldade, antes de oferecer o remédio para baixar a febre. A Black molha o pano e coloca na testa de seu sequestrador, ela não entendia aquela situação, estava ajudando o homem que tinha lhe prendido naquela casa. 

— O que você foi fazer no escritório? — indaga Atlas com os olhos fechados. 

— Eu fiz um macarrão para jantar, então resolvi perguntar se você queria um pouco. 

— Então eu interrompi a sua refeição, Katherine? 

— Eu posso comer depois que sua febre baixar. 

— Você deveria me odiar pelo o que eu fiz. 

— Do mesmo jeito que você odeia o meu pai? — ela molha o pano mais uma vez. 

— Acho que sim, não sei — ele parecia confuso pela febre. 

— Tente dormir um pouco enquanto o remédio faz efeito — ela continua sentada ao lado de Atlas. 

— Só não tente me matar enquanto eu durmo. 

— A febre te mataria primeiro — ela o observa adormecer. 

— Acho que você está menos quente agora — ela toca a testa do Miller em busca de confirmação. 

— Eu vou preparar uma sopa para quando você acordar, mas primeiro vou esperar a temperatura baixar um pouco mais. 

... 

Kat termina de comer sua porção de macarrão, enquanto a sopa ferve no fogão. Ela tinha preparado uma sopa com vários legumes e frango, a mesma sopa que faziam para ela na infância, quando Kat não estava bem de saúde. Ela coloca a louça na lava louças, e pega um prato e uma tigela de sopa no armário. A Black serve a sopa e coloca em uma bandeja, com um copo de suco de laranja feito na hora. Ela leva até o quarto, aonde Atlas já estava despertando após um longo cochilo. 

— A minha irmã ainda não chegou? — indaga o Miller se sentando. 

— Acho que elas vão voltar tarde para casa — ela acomoda a bandeja para que ele coma. 

— Você pode ir para o seu quarto descansar. 

— Vou ficar mais um pouco caso piore — Ela  toca a testa dele — A febre passou. 

— Não é agora que eu vou morrer — ele começa a comer a sopa. 

— Recomendo que tome um banho antes de dormir, e que evite colocar muitas camadas de roupa. 

— Você é médica agora? — ele indaga concentrado na tigela de sopa. 

— Eu só passei bastante tempo sozinha na infância, então os empregados me ensinaram algumas coisas. 

— Pensei que você nunca tivesse feito nada sozinha. 

— Se enganou bastante sobre mim. Posso até ser mimada, mas sou bastante funcional. 

— Acho que vou ter que aturar a sua presença pelo resto da noite. 

— Prometo ir embora assim que sua irmã chegar. 

— Então aproveite para ler para mim, a sua presença tem que me servir para algo útil. 

— Cuidar de você já não é útil? — ela olha os títulos na estante. 

— Se a sua presença fosse mais agradável. 

— Você é realmente intragável — ela escolhe um romance policial. 

— Obrigado — ele diz de forma ácida enquanto pega o copo de suco. 

— Você tem um gosto interessante para livros. 

Ela se senta ao lado da cama com o livro aberto, Kat começa a narrar cada linha escrita, enquanto a história vai lhe prendendo aos poucos. Ela acaba lendo durante uma hora, até que alguém b**e na porta. Saiph tinha voltado do passeio com a filha, então ela não precisaria continuar a leitura.

— Você pode levar o livro se quiser. Eu já li todos que estão na estante. 

— Obrigada — ela se afasta com o livro em mãos. 

A Black não tinha notado simpatia nas palavras de Atlas, mas sua atitude a deixou feliz, ao menos não ficaria curiosa quanto ao final do livro. Kat toma um banho e veste um pijama, antes de se deitar e continuar a leitura. Ela acaba dormindo tarde, aquele livro era realmente muito bom, a prendia de uma maneira. Ela desperta no outro dia com o livro ao seu lado, enquanto Lily a chamava para receber a bandeja de café da manhã. 

— Você realmente devorou o livro em uma noite. 

— Acho que eu preciso jogar uma água no rosto para acordar. 

— Você vai surtar quando descobrir que se trata de uma série de livros. 

— Eu preciso ler todos eles urgentemente, Lily — ela diz fazendo a amiga rir. 

— Eu vou deixar os outros livros no seu quarto mais tarde. 

... 

— Você emprestou os seus livros para ela? 

— Pedi para a Lily fingir que tomou a atitude, achei melhor não deixá-la confundir as coisas. 

— Pensei que você não gostasse da Kat — Saiph o encara em busca de respostas. 

— Ela me ajudou ontem, então resolvi agradecer de alguma forma. Você sabe que eu não gosto de ficar devendo favores. 

— Então essa foi a sua forma de "pagar" a dívida? — ela faz aspas com os dedos. 

— Digamos que sim — Atlas caminha até sua mesa e pega o notebook. 

— Você é muito peculiar mesmo. Acho que ela ao menos ficou feliz com os livros. 

— Eu fiquei de visitar a nossa mãe daqui meia hora — ele muda de assunto enquanto digita algo. 

— Então eu vou arrumar a Stella e pegar a minha bolsa. 

— Te espero na sala em meia hora — ele se mantém concentrado na tela do notebook. 

Stella passaria a tarde fora de casa, então Kat teria esse tempo livre. A Black pega um dos livros e vai até o jardim, Atlas tinha liberado os passeios, com a condição de que ela teria que voltar para o quarto antes do anoitecer. Ela se senta em dos bancos e começa a ler, a cada livro a história ficava mais fascinante, ler aquela série era uma experiência incrível e que lhe tirava da realidade, mesmo que depois ela voltasse para ela. 

— Está quase na hora do jantar, Kat. 

— Eu nem percebi que já estava quase escurecendo — ela fecha o livro e segue a amiga até o interior da casa. 

— Você realmente está viciada na leitura dessa série. 

— Você não sabe o quanto esse livro consegue ser bom. 

— Não se esqueça que amanhã você volta para a rotina. 

— Vou tentar dormir mais cedo essa noite. 

— Eu vou levar o jantar até o seu quarto. 

— Eu só vou tomar um banho antes de comer — Kat sobe as escadas. 

— Daqui vinte minutos eu apareço — Lily segue até a cozinha. 

Lily e Kat estavam alimentando uma bela amizade, ela era a única pessoa que a Black se sentia confiante para conversar. Kat toma um banho rápido e veste o pijama, ela queria ler um pouco depois do jantar, então já estava se preparando para dormir depois. Lily deixa o jantar no quarto, um belo prato de legumes refogados, arroz e frango assado. Ela come toda a comida do prato e escova os dentes, era o momento de voltar para a leitura. 

— Não se esqueça de dormir cedo, Kat — diz Lily retirando a bandeja. 

— Vou me esforçar dessa vez — ela abre o livro e se acomoda na cama. 

— Eu vou verificar daqui três horas então. 

— Não pode ser quatro? É que eu queria terminar esse volume hoje. 

— Eu sei que você vai acabar lendo até de madrugada se eu deixar. 

— Eu vou dormir cedo dessa vez, não precisa se preocupar. 

— Eu retorno daqui exatas três horas — ela sai e fecha a porta. 

Shell K.

Insta: @autorashelbykirby

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