Amélia
O quarto estava mergulhado em silêncio, cortado apenas pelo som suave da neve batendo contra as janelas. A lareira ainda queimava devagar, espalhando um calor acolhedor pelo ambiente. Envolvida por lençóis de seda escura, Amélia abriu os olhos.
Seus músculos estavam relaxados, ainda doloridos pelos momentos intensos que dividira com Maxin. O perfume dele permanecia impregnado em sua pele, e o braço pesado que a envolvia era ao mesmo tempo proteção e prisão.
Por um instante, ela fechou o