Amélia
Já fazia quase três semanas desde que começamos a trabalhar no restaurante Casa Aram, e aos poucos eu estava me acostumando com o ritmo. Ainda sentia meu coração disparar cada vez que o gerente me chamava pelo nome, mas não tropeçava mais nas bandejas e, para a minha própria surpresa, até me lembrava do número das mesas sem precisar consultar a planta do salão.
Laís, claro, já era querida por quase todos. Sabia o nome dos clientes mais ricos, dava risadinhas para os garçons charmosos e