Amélia
A noite caiu silenciosa sobre o alojamento do restaurante. O corredor estreito e mal iluminado levava até os quartos dos funcionários, simples e pequenos, divididos entre camas estreitas, armários frágeis e sonhos empilhados. Amélia estava sozinha naquela noite. Laís havia saído animada para um “encontro misterioso”, deixando para trás apenas um frasco de perfume aberto e um vestido jogado sobre a cama.
— Com um cara chamado Nikolai — disse, piscando. — Russo, bonito e misterioso. Se eu