O carro permanecia parado no meio da rua, o rangido dos pneus ainda ecoando no silêncio do começo da noite. As luzes amareladas dos postes lançavam sombras distorcidas no asfalto. Cecília respirava com dificuldade, os dedos entrelaçados sobre a bolsa como se agarrar-se a ela fosse a única forma de manter-se firme. O olhar perdido à frente denunciava a batalha silenciosa em sua mente.
Enrico quebrou o silêncio, a voz firme, mas carregada de preocupação.
— Cecília… você está pensando em ceder a e