Três dias depois do sequestro, a casa já parecia respirar outro ar. Ainda havia tensão nos olhares, um resquício silencioso do medo recente, mas também havia algo mais — um tipo de calma cuidadosa, quase frágil, que se espalhava pelos cômodos como se pedisse para ser preservada.
Aurora dormia melhor. Cecília já conseguia caminhar pela casa sem tremer tanto. E Enrico… bem, ele mal saía de perto delas.
Naquela manhã, porém, o silêncio foi quebrado pelo som da campainha. Enrico, que estava na sala