O apartamento estava silencioso de um jeito raro, quase sagrado. Pela primeira vez desde que tudo aconteceu, não havia telefonemas urgentes, nem vozes aflitas. Apenas o respirar suave de Aurora no berço e o cansaço adensado nas paredes.
Enrico apagou a última luz da sala e caminhou devagar pelo corredor, sentindo cada músculo protestar depois das últimas noites mal dormidas.
Quando empurrou a porta do quarto, encontrou Cecília acordada, mesmo deitada, os olhos perdidos no teto como se o silênci