Mundo de ficçãoIniciar sessãoSinopse: Briana só queria desaparecer. Depois de sobreviver e perder a vida que ela nem sabia que carregava, ela foge sem olhar para trás. Paris se torna seu refúgio, seu sopro de liberdade, seu novo começo. E é dentro de um elevador, presa entre o som das portas se fechando e o próprio desespero, que ela comete o erro, ou talvez o milagre, que muda sua vida: ela beija um estranho. Só que ele não é um estranho. Ares Moreau conhece aquele olhar.Aquele perfume. Aquela coragem quebrada. Anos atrás, ela foi sua melhor amiga, seu quase amor, o sorriso que ele nunca esqueceu. Agora, diante dele, está a mulher que seu irmão destruiu… e que Ares reconhece no segundo em que seus lábios tocam os dele. O desejo explode antes mesmo da lembrança. A proteção nasce antes mesmo da lógica. E quando ele descobre pelo que ela passou, e de quem ela está fugindo, Ares toma a decisão mais perigosa e inevitável de sua vida: tê-la como esposa. Para salvá-la.Para protegê-la. Para amar o que sobrou dela, e tudo o que ela ainda pode ser. Briana aceita. Não por amor, não ainda, mas porque casar com ele é sua única chance de apagar sua vida anterior que a assombra e reescrever o próprio futuro. Mas nenhum deles imaginavam que uma mentira tão necessária poderia despertar sentimentos tão reais. Agora, entre segredos, cicatrizes e um casamento que começou como fuga, dois corações quebrados precisarão descobrir: Será que é possível amar alguém marcado pelo mesmo sangue que quase te matou? E será que Ares conseguirá protegê-la quando seu irmão, Mark o homem que acredita ainda tê-la nas mãos, descobrir que a ex-namorada dele agora é a esposa de seu próprio irmão?
Ler maisAres Sins Assim que as palavras Eu aceito, saíram dos lábios da Brianna, algo dentro de mim se alinhou. Como se parte da minha alma, aquela que ficou quebrada por tanto tempo, tivesse encontrado onde encaixar novamente. Mas não havia tempo para saborear isso. Havia perigo.Havia urgência. E eu jamais arriscaria perder ela de novo. — Vamos agora, — murmurei, ainda segurando seu rosto. —Nos casaremos agora mesmo. Ela assentiu, tensa, como quem pisa num chão que pode ruir a qualquer momento. No carro, o silêncio tomou conta de nós. O motorista seguia rápido pelas ruas, enquanto eu, ao lado dela, observava cada tremor de suas mãos. Eu queria alcançá-la.Tocá-la. Mas sabia que tudo nela estava frágil demais naquele momento. Quando chegamos ao cartório, discreto, quase escondidos a funcionária nos recebeu com um olhar curioso. — Está tudo certo para o horário marcado, senhor Sins. Brianna me lançou um olhar confuso. Nós entramos numa sala pequena, iluminada apenas pelo necessário
Ares Sins Eu sempre achei que nada poderia me surpreender. Não depois de tudo que vivi, não depois de perder, de ver o mundo que eu conhecia virar pó e de aprender a sobreviver sozinho. Eu fui moldado pela dor, afiado pela perda, endurecido pelo abandono.Mas Brianna, ela sempre foi a exceção.Desde o momento em que a reencontrei no elevador, o mundo ao meu redor perdeu o foco e só existia ela, como se todos os anos, todas as versões minhas que sobreviveram sem ela estivessem esperando por aquele instante.E agora, enquanto caminhávamos pelas ruas iluminadas de Paris após um jantar silencioso, eu sentia o peso do que estava prestes a perder antes mesmo de realmente ter.Ela não me amava.Pelo menos, não do jeito que eu a amava.Ainda não.E, mesmo assim, eu não conseguia deixar de acreditar que algo nela ainda me reconhecia.Uma sombra do passado.Um sussurro de tudo que vivemos como melhores amigos.A luz dos postes refletia no rosto dela, fazendo seu olhar parecer ainda mais perdi
Ares SinsO elevador se abriu com o som metálico que sempre odiei e, por um segundo, achei que Brianna fosse desabar ali mesmo, diante de mim. Ela ainda estava apoiada contra meu peito, respirando rápido, como se o mundo inteiro pudesse engoli-la a qualquer instante.Quando Leonard virou o corredor e sumiu de vista, senti o corpo dela perder a força, como se finalmente tivesse permissão para tremer.— Ei… — murmurei, baixando o olhar.As lágrimas escorriam sem que ela percebesse. Era impossível não vê-las. Caíram silenciosas, densas, carregadas, mas eu não sabia o que ela viveu e nem tudo o que eu não pude impedir.Meu peito apertou.Com cuidado, tirei um lenço branco do bolso interno do meu terno. Eu sempre carregava um, hábito da família Sins. Meu pai, ou melhor, o pai do Área dizia: “Um homem sempre deve estar preparado para limpar as marcas do mundo.” Hoje, eu limpava as dela.Toquei seu rosto devagar, enxugando suas lágrimas.Ela piscou rápido, surpresa, como se não estivesse a
Brianna O som distante dos passos no corredor ecoava como um lembrete de que eu ainda estava ali, viva, mas vazia. O hospital era silencioso demais, como se até o tempo tivesse piedade de mim. A luz fria refletia nas paredes brancas e eu me via nelas, pálida, sem vida, tentando ser forte o suficiente para sustentar algo. Toquei o curativo na testa e senti o ardor atravessar minha pele. Era como se cada dor física gritasse o que meu coração tentava esconder: ele quase me matou. Ele foi tão cruel, que o meu bebê morreu, o bebê que eu sequer sabia estar carregando. Por um instante, o mundo pareceu parar. Como pode um corpo abrigar vida e luto ao mesmo tempo? Eu chorei até não restar mais lágrimas. Até que tudo dentro de mim virou um deserto. Um pouco mais de três anos com alguém que pensei que me daria amor. Ou do que eu achei que fosse meu amor. Ele me fazia rir, me olhava como se eu fosse a única mulher no mundo. Prometia o impossível e eu acreditava, o nosso prime
Ares Sins Estou sentado na poltrona do meu escritório, dentro da mansão silenciosa onde moro desde que aceitei me tornar quem esperavam que eu fosse. As janelas enormes permitem que a luz cinzenta da tarde caia sobre mim, mas nada disso aquece. Nada aquece desde aquela noite. Seguro uma foto que lembra mais de mim do que quando eu me olho no espelho a foto está gasta nas bordas, levemente amarelada pelo tempo. Ainda assim, é a única coisa que me prende ao que fui um dia, ao menino que conhecia que um lar podia ser apenas no amor da minha mãe. Ouvia o riso da minha mãe ecoando pela casa, tentando parecer ser forte, apesar de que seu choro era mais constante, que tinha um pai que dava medo, que ouvia por diversas vezes o grito da minha mãe ao ser espancada por ele, mas que tinha uma melhor amiga que vivia invadindo o quintal só para me arrastar para alguma aventura boba, mas eu sabia que ela só queria me tirar daquele caos que era ver minha mãe sofrendo. Segurei a fotografia en





Último capítulo