A ex do meu irmão, agora é minha esposa.

A ex do meu irmão, agora é minha esposa.PT

Romance
Última atualização: 2025-12-30
Julliany Soares   Em andamento
goodnovel18goodnovel
0
Avaliações insuficientes
5Capítulos
7leituras
Ler
Adicionado
Resumo
Índice

Sinopse: Briana só queria desaparecer. Depois de sobreviver e perder a vida que ela nem sabia que carregava, ela foge sem olhar para trás. Paris se torna seu refúgio, seu sopro de liberdade, seu novo começo. E é dentro de um elevador, presa entre o som das portas se fechando e o próprio desespero, que ela comete o erro, ou talvez o milagre, que muda sua vida: ela beija um estranho. Só que ele não é um estranho. Ares Moreau conhece aquele olhar.Aquele perfume. Aquela coragem quebrada. Anos atrás, ela foi sua melhor amiga, seu quase amor, o sorriso que ele nunca esqueceu. Agora, diante dele, está a mulher que seu irmão destruiu… e que Ares reconhece no segundo em que seus lábios tocam os dele. O desejo explode antes mesmo da lembrança. A proteção nasce antes mesmo da lógica. E quando ele descobre pelo que ela passou, e de quem ela está fugindo, Ares toma a decisão mais perigosa e inevitável de sua vida: tê-la como esposa. Para salvá-la.Para protegê-la. Para amar o que sobrou dela, e tudo o que ela ainda pode ser. Briana aceita. Não por amor, não ainda, mas porque casar com ele é sua única chance de apagar sua vida anterior que a assombra e reescrever o próprio futuro. Mas nenhum deles imaginavam que uma mentira tão necessária poderia despertar sentimentos tão reais. Agora, entre segredos, cicatrizes e um casamento que começou como fuga, dois corações quebrados precisarão descobrir: Será que é possível amar alguém marcado pelo mesmo sangue que quase te matou? E será que Ares conseguirá protegê-la quando seu irmão, Mark o homem que acredita ainda tê-la nas mãos, descobrir que a ex-namorada dele agora é a esposa de seu próprio irmão?

Ler mais

Capítulo 1

A foto na carteira

Ares Sins

Estou sentado na poltrona do meu escritório, dentro da mansão silenciosa onde moro desde que aceitei me tornar quem esperavam que eu fosse. As janelas enormes permitem que a luz cinzenta da tarde caia sobre mim, mas nada disso aquece. Nada aquece desde aquela noite.

Seguro uma foto que lembra mais de mim do que quando eu me olho no espelho a foto está gasta nas bordas, levemente amarelada pelo tempo. Ainda assim, é a única coisa que me prende ao que fui um dia, ao menino que conhecia que um lar podia ser apenas no amor da minha mãe.

Ouvia o riso da minha mãe ecoando pela casa, tentando parecer ser forte, apesar de que seu choro era mais constante, que tinha um pai que dava medo, que ouvia por diversas vezes o grito da minha mãe ao ser espancada por ele, mas que tinha uma melhor amiga que vivia invadindo o quintal só para me arrastar para alguma aventura boba, mas eu sabia que ela só queria me tirar daquele caos que era ver minha mãe sofrendo.

Segurei a fotografia entre os dedos como quem segura o próprio coração. Eu a mantenho comigo desde jovem. Nunca me desfiz dela. É a única lembrança que o fogo não levou.

O som da porta se abrindo atrás de mim corta meus pensamentos.

— Ares, meu neto. — a voz dela sempre chega macia, firme, como se pudesse costurar qualquer ferida só falando meu neto— já fiz você ir a muitos encontros e todos você não leva a sério. Amanhã quero que vá a outro, e não estou pedindo que tente se relacionar. Eu quero te ver feliz. Preciso me agarrar a isso, pois a vida de um homem não pode ser apenas o trabalho. Quero que você ame, seja amado, que se case.

Fechei os olhos por um instante, respirando fundo. Virando para encará-la, encontrei seu rosto envelhecido, mas cheio de esperança. A esperança que ela deposita em mim dói, porque ela não deveria ter depositado nada.

Ela não é minha avó. Não pela carne. Não pelo sangue. Mas me ama como se fosse.E eu, eu daria minha vida por ela, mesmo carregando esta mentira há vinte anos.

Recordar isso é como abrir uma gaveta que tento manter trancada desde que aprendi a dizer “Paris” sem sotaque e “família” sem hesitar.

— Vovó. — minha voz saiu baixa.

— Apenas pense nisso, querido. Amanhã, vista algo bonito.— Ela sorriu, tocou meu rosto com carinho e saiu tão silenciosa quanto entrou.

Eu permaneci parado, sentindo o peso de tudo que não consigo dizer. De tudo que não posso confessar.

Há vinte anos, quando o incêndio destruiu tudo, eu fui o único sobrevivente. Parte do meu rosto queimou, e eu perdi quase tudo que importava. Minha mãe morreu. Meu melhor amigo morreu. E, no meio do caos, da fumaça e da dor… os pais dele olharam para mim, viram o menino carbonizado, confuso, e escolheram acreditar que eu era o filho deles.

E eu deixei. O fogo distorceu meu rosto. As cirurgias me deram outro. Meu nome mudou. Meu sobrenome mudou. Minha vida inteira foi reescrita por mãos que precisavam desesperadamente agarrar uma mentira para sobreviver ao luto.

Eu estava cansado demais para negar. Aceitei, porque queria esquecer a dor que me atormentava. Aceitei porque eles eram gentis, presentes, e pela primeira vez senti como era crescer sem gritos, sem brigas, sem medo.

Mas aceitar não significa esquecer. Levantei-me da poltrona com a foto ainda fechada na mão e caminhei até o meu quarto. A mansão inteira parecia ecoar meus passos, tão vazia e grande quanto eu me sinto por dentro.

Quando empurrei a porta do quarto, entrei naquele espaço onde ninguém jamais entra sem minha permissão. Meu refúgio. Meu esconderijo. Minha prisão.

Joguei o paletó sobre a cadeira, afrouxei a gravata e deixei o ar escapar dos meus pulmões como se estivesse carregando séculos.

Fui até a janela. Olhei Paris iluminada, viva, pulsante. E me vi completamente morto por dentro.

— Brianna. — meu próprio sussurro pareceu trair a fortaleza que construí em torno de mim. Segurei a foto com mais força. Sempre que digo o nome dela, é como uma cicatriz queimando novamente. — O que você deve estar fazendo agora? Como você deve estar?

Minha melhor amiga. Minha vizinha. A única que conseguia me fazer rir até chorar. A garota que prometeu que nunca me deixaria.

E que perdi após o mesmo incêndio que levou metade de mim. Fechei os olhos, e a dor veio como um soco.

Se ela soubesse a verdade, de que o velório que ela foi não era o meu, ela teria me encontrado?Teria me reconhecido? Mesmo com outro rosto? Brianna sempre me achou, até quando eu me escondia só para fazê-la me procurar.

Mas vinte anos se passaram. E eu continuo segurando uma foto velha, perguntando para o vazio se ela respira em algum lugar deste mundo, se está feliz.

continua...

Mais
Próximo Capítulo
Baixar

Último capítulo

Mais Capítulos

Novelas relacionadas

Nuevas novelas de lanzamiento

Último capítulo

Não há comentários
5 chapters
A foto na carteira
Fugindo de um monstro...
Juntos, outra vez...
Eu aceito...
Minha escolha...
Explore e leia boas novelas gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de boas novelas no aplicativo BueNovela. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no aplicativo
Digitalize o código para ler no App