Eduardo acordou antes do relógio. O céu de Curitiba ainda estava no tom indeciso entre noite e manhã quando ele abriu o bloco sobre a mesa e escreveu, sem pensar muito: “Proteger sem expor.” A frase parecia simples; era um labirinto. Proteger quem? Como? Sem transformar em gesto o que ainda era só reconhecimento íntimo de uma voz que um dia o manteve vivo na estrada.
Passou os olhos pelo planejamento do dia. Três despachos, uma reunião com o Ministério Público, duas oitivas de baixa complexidad