O almoço começou tímido, como quem aprende de novo a dizer bom dia. Tia Marlene chegou com uma torta de frango ainda quente, o avental dobrado na bolsa e aquele jeito prático de quem resolve o mundo com prato cheio e abraço firme. Mariana veio logo atrás, de touca colorida, os olhos acesos. Vivian apareceu na porta com o corte recém-curto, o sorriso quase menino, e a casa engoliu o silêncio constrangido com cheiros de alho e pão passado na manteiga.
— Está linda — disse Marlene, demorando um se