A madrugada tinha cheiro de maresia e café fresco. O som das ondas vinha manso, quebrando em cadência contra as pedras, como se o mundo enfim respirasse no mesmo ritmo que ela. Vivian ficou um tempo parada à porta da varanda, observando o dia nascer. O horizonte ainda carregava traços lilases de uma chuva que passara durante a noite, e a areia molhada brilhava sob a primeira luz.
Eduardo se aproximou por trás, os cabelos desgrenhados, um lençol amarrado na cintura.
— Você acordou cedo — murmuro