Mundo ficciónIniciar sesiónLívia Vasconcelos só precisava de uma chance. Sem família, sem passado… e com mais cicatrizes do que histórias para contar, ela aceita o emprego como babá na mansão de um dos homens mais influentes da cidade. Magno Albuquerque é um CEO respeitado, viúvo, e completamente fechado para o amor desde a morte da esposa. Ele só não esperava que a nova babá de seus filhos fosse abalar tudo que ele levou anos para manter sob controle. O que começa com olhares contidos e encontros silenciosos logo se transforma em algo perigoso… intenso… proibido. Dentro daquela casa, sentimentos crescem longe dos olhos do mundo. Mas segredos não permanecem escondidos para sempre. Quando a família de Magno decide escolher a mulher “ideal” para ele… e o passado de Lívia começa a surgir de forma inesperada… o amor entre eles deixa de ser apenas errado. Ele passa a ser impossível. Porque Lívia não é apenas quem diz ser. E a verdade pode destruir tudo o que eles estão construindo.
Leer másO caminho até o apartamento dos Alcântara foi silencioso outra vez. Mas agora… pesado. Muito mais do que antes. Lívia estava virada para a janela desde que entrou no carro. Os braços cruzados com força demais. O olhar perdido nas luzes da cidade passando rápido do lado de fora. Rafael dirigia. Mas claramente irritado. Ela percebia na forma como ele apertava o volante. No maxilar travado. Na respiração contida. — Você não precisava ter ficado lá ouvindo aquilo. A frase veio depois de vários minutos. Controlada. Mas carregada. Lívia fechou os olhos por um instante. Cansada. — O Theo estava mal. — E isso dá direito pra ele falar daquele jeito com você? Agora veio mais duro. Ela não respondeu imediatamente. Porque uma parte dela ainda estava tentando organizar tudo o que tinha sentido naquela casa. A discussão. O olhar do Magno. A mágoa do Theo. A sensação sufocante de ainda ser afetada por alguém que já tinha feito sua escolha. Rafael soltou o ar devagar. Tentan
Fernando de Noronha deveria ser a última parada da viagem. Três dias. Descanso. Silêncio. Distância suficiente para que Magno voltasse ao Brasil com tudo reorganizado dentro da própria cabeça. Mas nada estava funcionando como deveria. Nem a viagem. Nem o casamento. Nem ele. O celular vibrou sobre a mesa do café da manhã pouco depois das oito. Magno olhou o visor. Teresa. Aquilo bastou para fazê-lo atender na mesma hora. — Aconteceu alguma coisa? Do outro lado, Teresa hesitou por um segundo antes de responder. — Desculpa incomodar sua lua de mel. A voz veio calma. Mas cansada. — Mas o Theo não está bem. Magno imediatamente endireitou a postura na cadeira. — O que aconteceu? — Ele está diferente desde que voltou da escola ontem. Uma pausa breve. — Muito fechado. Irritado. Não quis jantar direito. E praticamente não saiu do quarto. Magno passou a mão pelo rosto devagar. Cansado. Mais do que deveria. — Ele falou alguma coisa? Teresa
— Acho que essa conversa já passou do limite. Grave. Controlada. Mas carregando tensão suficiente para mudar completamente o ar do quarto. Lívia congelou. Theo virou o rosto imediatamente. E Magno estava ali. Parado na entrada. Recém retornado da sua lua de mel. Mas o olhar preso nela. Por um segundo longo demais. Silencioso demais. Lívia sentiu o corpo inteiro travar. Porque fazia dias. Mas parecia muito mais. Theo foi o primeiro a reagir. — Eu mandei mensagem pra ela. A defesa veio rápida. Instintiva. Como se já esperasse conflito. Magno desviou o olhar para o filho. — Eu imaginei. A resposta saiu calma. Até demais. E isso preocupou mais. Lívia se levantou devagar da cama. Tentando recuperar o controle do próprio corpo. Da própria respiração. — Ele parecia mal. Magno voltou a olhar para ela. E aquilo ainda mexia. Mesmo depois de tudo. Mesmo depois da escolha dele. Porque ela ainda conhecia aquele olhar. Só não sabia
O caminho até a mansão Albuquerque foi silencioso.Não desconfortável.Mas carregado.Lívia mantinha o celular preso entre os dedos desde que entrou no carro. O olhar voltava para a última mensagem de Theo a cada poucos segundos.“Sinto sua falta.”Rafael dirigia sem insistir em conversa.Mas atento.— Ele costuma fazer isso? — perguntou depois de alguns minutos.— Isso o quê?— Pedir ajuda sem pedir diretamente.Lívia soltou o ar devagar.— Theo nunca fala exatamente o que sente.Uma pausa.— Ele demonstra.Rafael assentiu, absorvendo a resposta.As ruas começaram a mudar conforme deixavam o centro da cidade. Menos movimento. Casas maiores. Portões altos. Silêncio demais.— Bem-vindo ao mundo dos Albuquerque — Lívia comentou, tentando soar leve.Mas saiu cansado.Rafael percebeu.— Você viveu aqui muito tempo?Ela observou a rua através da janela antes de responder.— Tempo suficiente pra decorar cada rotina da casa.Outra pausa.Mais baixa.— E pra me apegar mais do que devia.Ele n
Último capítulo