Mundo de ficçãoIniciar sessãoLívia Vasconcelos só precisava de uma chance. Sem família, sem passado… e com mais cicatrizes do que histórias para contar, ela aceita o emprego como babá na mansão de um dos homens mais influentes da cidade. Magno Albuquerque é um CEO respeitado, viúvo, e completamente fechado para o amor desde a morte da esposa. Ele só não esperava que a nova babá de seus filhos fosse abalar tudo que ele levou anos para manter sob controle. O que começa com olhares contidos e encontros silenciosos logo se transforma em algo perigoso… intenso… proibido. Dentro daquela casa, sentimentos crescem longe dos olhos do mundo. Mas segredos não permanecem escondidos para sempre. Quando a família de Magno decide escolher a mulher “ideal” para ele… e o passado de Lívia começa a surgir de forma inesperada… o amor entre eles deixa de ser apenas errado. Ele passa a ser impossível. Porque Lívia não é apenas quem diz ser. E a verdade pode destruir tudo o que eles estão construindo.
Ler maisAs fotos não eram mais o problema.Eram as versões.Naquela tarde, Catarina não estava sozinha.O ambiente era controlado.Elegante.Taças de cristal.Vozes baixas.Risos calculados.O tipo de encontro onde nada era dito diretamente…mas tudo era entendido.— Você viu as últimas notícias?A pergunta veio leve.Quase despretensiosa.Mas não era.Catarina girou a taça entre os dedos, como se pensasse.— Vi por alto.Mentira.Ela tinha visto tudo.— Aquela garota… — uma das mulheres comentou.— A do Eduardo Alcântara? — outra completou.Catarina inclinou levemente a cabeça.Como quem não quer se envolver.Mas se envolve.— Bom… — começou, pausando no momento certo — existem algumas coisas que não aparecem nas matérias.Atenção total.Exatamente como ela queria.— Como o quê? — veio a pergunta.Ela sorriu.Pequeno.Controlado.— Dizem que ela não apareceu por acaso.A primeira peça.— Como assim?Catarina deu um gole lento no vinho.— Nada ali foi por acaso.— Foi… bem conduzido.Escolhid
A casa estava em movimento.Mas não era um movimento comum.Era organizado demais.Calculado demais.Como se cada detalhe tivesse um propósito maior do que apenas uma comemoração.— Esse ou esse?Ana ergueu dois vestidos diante de Lívia.Um mais delicado.Outro mais marcante.— O que você acha?Lívia olhava.Mas não via só tecido.Via significado.— Eu não sei… — admitiu, passando a mão leve pelo tecido. — Parece… importante demais pra escolher errado.Ana sorriu.Se aproximou.— Então escolhe o que te faz sentir alguma coisa.Simples.Mas certeiro.Lívia respirou fundo.E apontou.— Esse.Ana assentiu, satisfeita.— Ótimo. Porque esse diz exatamente o que você ainda não consegue dizer.Lívia franziu levemente o cenho.— O quê?Ana apenas sorriu.— Que você chegou.O ar mudou.De leve.Mas o suficiente.Na sala ao lado, Eduardo falava ao telefone.Tom baixo.Preciso.— Sim, apenas convidados próximos.Uma pausa.— Não, nada de imprensa.Outra pausa.— Discrição… mas não anonimato.Ele
Lívia ainda não estava acostumada. Nem com o apartamento. Nem com o silêncio. Nem com o cheiro suave que parecia impregnado em cada detalhe daquele lugar. Era tudo… bonito demais. Organizado demais. Distante demais da vida que ela sempre conheceu. Ela parou na sala, olhando ao redor mais uma vez, como se ainda não acreditasse que podia estar ali. — Você ainda faz isso. A voz de Ana veio leve. Lívia virou o rosto. — Faço o quê? Ana sorriu, se aproximando com calma. — Fica olhando tudo como se não fosse seu. Aquilo a pegou desprevenida. Lívia abaixou um pouco o olhar. — É que… não parece mesmo. Ana não corrigiu. Não apressou. Só parou à frente dela. — Então vamos fazer parecer. Simples. Direto. Mas cheio de intenção. Lívia franziu levemente o cenho. — Como? Ana inclinou a cabeça, analisando ela com um sorriso quase cúmplice. — Começando pelo básico. Uma pausa. — Você já foi ao shopping comigo? Lívia soltou um riso baixo, sem graça. — Não. — Então pronto.
Os dias não melhoraram de repente. Mas deixaram de doer o tempo todo. E, para Lívia… aquilo já era alguma coisa. A rotina na padaria era simples. Repetitiva. Cansativa. Mas ocupava a mente. E, às vezes, era disso que ela precisava. Não pensar. Não lembrar. Só fazer. — Bom dia, dona Marta. — Bom dia, minha filha. A resposta vinha sempre acompanhada de um olhar atento. Daqueles que enxergam mais do que se fala. — Dormiu? — Dormi. Meia verdade. Mas suficiente. Os clientes iam e vinham. Pedidos. Troco. Sorrisos educados. Conversas curtas. Vida comum. Distante demais da mansão. Distante demais dele. E, ainda assim— era ali que ela estava reconstruindo alguma coisa. Mesmo sem saber exatamente o quê. Eduardo não apareceu todos os dias. E isso fez diferença. Porque, quando aparecia— não parecia invasão. Parecia escolha. — Posso? Ele perguntou certa tarde, encostado no balcão. Lívia levantou os olhos. Surpresa. Mas não desconfortável. — Pode. Ele indic





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