O caminho até a mansão Albuquerque foi silencioso.
Não desconfortável.
Mas carregado.
Lívia mantinha o celular preso entre os dedos desde que entrou no carro. O olhar voltava para a última mensagem de Theo a cada poucos segundos.
“Sinto sua falta.”
Rafael dirigia sem insistir em conversa.
Mas atento.
— Ele costuma fazer isso? — perguntou depois de alguns minutos.
— Isso o quê?
— Pedir ajuda sem pedir diretamente.
Lívia soltou o ar devagar.
— Theo nunca fala exatamente o que sente.
Uma pausa.
—