Mundo de ficçãoIniciar sessãoNo dia em que planejava revelar sua gravidez, Esmeralda preparou uma surpresa para Vinícius, o homem que acreditava ser o amor de sua vida. Porém, seu mundo desmoronou ao vê-lo nos braços de outra e descobrir que tudo não passava de um jogo cruel: Vinícius queria apenas se aproveitar de sua fortuna e status. Traída e humilhada, fugiu pelas ruas decidida a nunca contar para ele sobre o filho que esperava. Nesse momento, seu caminho se cruzou com Arthur Visconti — um homem misterioso, de olhar frio, mas com um bom coração, que a salvou de uma situação constrangedora com um fotógrafo de revista de fofoca que poderia arruinar sua reputação. Arthur era pressionado pelo pai a se casar e dar herdeiros. Para proteger Esmeralda e, ao mesmo tempo, atender às exigências do pai, ele propôs um casamento por contrato. O acordo parecia perfeito para ambos: ela ganharia proteção, e ele, liberdade das cobranças do pai. O que começou como uma farsa se transformou em algo maior. Um sentimento inesperado cresceu entre os dois, impossível de resistir. À medida que se aproximavam, novos perigos começaram a se revelar. Surgiram grandes ameaças que colocaram em risco a vida das pessoas que mais amavam. Entre segredos do passado, mentiras e desejos reprimidos, Esmeralda e Arthur descobriram que precisavam um do outro muito mais do que jamais imaginaram.
Ler maisEsmeralda olhou mais uma vez ao redor: estava tudo preparado para a surpresa. Sua vida, por fim, parecia estar fazendo algum sentido. Teria tudo o que sempre sonhou: Vinícius como seu marido e um filho a caminho.
Não sabia ao certo qual seria a reação dele. Já haviam falado sobre este assunto diversas vezes, sonhavam em se casar e ter um filho, mas, como dizem, a vida gosta de nos surpreender. A mudança de planos não a deixou triste; acreditava que seria a mulher mais feliz do mundo assim que se casasse com seu amado.
Um filho era tudo o que ela sempre desejou. A única coisa que a incomodava era a reação de seus pais, que desde o início nunca gostaram de sua relação com Vinícius e tiveram que esconder esse relacionamento. Talvez a chegada de um neto trouxesse alegria ao casal e fizesse com que esquecessem que Vinícius não era da mesma classe social que eles.
Estava tentando não pensar nos pais naquele momento, e sim em dividir a alegria com seu amado. Mais uma vez conferiu se estava tudo em ordem. Havia decorado o chão com pétalas de rosas, diminuiu a luz ao fundo para criar um clima romântico e segurava uma caixa com fita vermelha que continha o exame de gravidez positivo e uma foto do primeiro ultrassom.
Vestia uma lingerie preta com um robe de cetim curto e pretendia aproveitar aquela noite da melhor maneira possível. Escutou a porta se abrindo e se ajeitou na posição. Ficou confusa quando duas vozes ecoaram pelo ambiente: uma era de Vinícius e a outra de uma mulher.
— Você é muito romântico, meu amor. Não acredito que preparou tudo isso para mim — sussurrou a desconhecida.Ela engoliu em seco, tentando entender o que estava acontecendo. Escutou uma voz grave entre sussurros; mesmo assim podia identificar quem era. Eles não perceberam sua presença enquanto caminhavam em direção à sala de estar, ainda aos beijos.
Finalmente sua ficha caiu: lá estava ele, o traste, o pai do seu filho, aquele a quem havia entregado o coração, indo contra seus próprios pais para ficar com ele. O homem que a obrigou a viver uma vida dupla por quase dois anos. O mesmo por quem estava disposta a abrir mão de toda a sua herança.
Ainda em choque, a jovem esbarrou na mesa de centro, chamando a atenção dos dois. Vinícius a encarou surpreso por ter sido pego em flagrante.
— Quem é essa mulher, Vinícius? — disparou a loira, com o batom vermelho borrado.Ela levantou o queixo, tentando manter a compostura diante da cena. Piscou várias vezes, segurando as lágrimas; não era o momento adequado para chorar, não iria se humilhar daquela maneira.
— Esmeralda, querida, não é o que você está pensando — disse Vinícius, afastando-se da loira.— Por que todos os traidores sempre dizem isso? — ela forçou um sorriso.— Foi apenas uma vez, meu amor, eu juro. Estava no bar com os colegas de trabalho, bebi demais e agi sem pensar — continuou ele.
Esmeralda não tinha paciência para aquele tipo de encenação. Revirou os olhos, amarrou o robe e começou a recolher suas coisas.
— Até parece uma configuração de fábrica: canalhas como você sempre dizem essas palavras nos filmes, nos livros e na vida real.
O gosto amargo em sua boca a fazia sentir-se enjoada só de presenciar aquela cena. Como pôde ter sido tão ingênua a ponto de acreditar naquele homem? Iria se culpar para o resto da vida; jamais deveria ter confiado em alguém, muito menos nele.
— Vinícius, não vai me dizer quem é ela? — a loira voltou a falar.
Sua voz era tão aguda que chegava a ser irritante; ficava claro que forçava aquele tom acreditando ser algo sedutor. Esmeralda tinha certeza de que os homens odiavam aquilo, só se envolviam com ela por sua beleza e pelos seios fartos.
— Não precisa, querida, já estou indo embora — disse Esmeralda, caminhando até a porta.
— Amor, não vá, me perdoe, por favor — implorou Vinícius.
— Ela é aquela riquinha mimada em quem você pretendia aplicar um golpe? — disse a loira, no tom mais cínico possível.
O sangue de Esmeralda começou a ferver em suas veias; fechou o punho e apertou os dedos com tanta força que tinha certeza de que aquilo deixaria marcas na palma das mãos.
Quando se virou, Vinícius estava logo atrás.
— Não escute o que ela diz, é mentira. Você sabe como algumas mulheres ficam quando estão com ciúmes.
Mas Esmeralda não lhe deu chance de continuar. Acertou um soco direto em seu nariz. Vinícius urrou de dor; o sangue escorria pelo rosto e manchava até as mãos dela.
A loira soltou um grito ainda mais agudo. Se permanecesse ali por mais tempo, Esmeralda não suportaria a dor de cabeça causada por aquela voz estridente.
— Vou chamar a polícia, sua vadia!
Ela apenas sorriu e seguiu em frente, deixando os dois gritando um com o outro.
— Esmeralda, por favor, espere! Eu te perdoo por isso, volte para mim — implorou Vinícius.
Mas já estava longe. Não via a hora de sair daquele prédio. Do lado de fora, apertou a caixa com a fita vermelha, deixou as lágrimas escorrerem pelo rosto e sentiu a tristeza, junto com um enorme vazio, preencher seu peito.
Tudo o que havia sonhado para aquele dia e para o futuro havia desmoronado. Nem mesmo sabia o que faria depois; não podia voltar para casa e contar aos pais sobre a gravidez. O que faria a seguir? Para onde iria?
Se ao menos Nina estivesse com ela… Sua irmã mais velha saberia exatamente o que fazer em um momento como aquele. Diferente de todos, estaria ao seu lado, ficaria feliz pela chegada de um sobrinho ou sobrinha e, sem hesitar, daria outro soco em Vinícius, ameaçando arrancar-lhe as bolas.
Esmeralda sorriu ao imaginar a cena. Nina era tudo o que ela não conseguia ser: determinada, aventureira e apaixonada.
Caminhava sem rumo quando se assustou com os faróis que vinham em sua direção e o som estridente de uma buzina. Gritou, encolhendo-se de medo, enquanto os pneus freavam bruscamente.
Abriu os olhos ainda atordoada e encarou o carro cinza parado à sua frente. Os faróis a cegavam, impedindo-a de ver quem estava ao volante, mas uma voz grave fez seu corpo estremecer.
O homem saiu do veículo irritado e veio em sua direção. Quando Esmeralda encontrou aqueles olhos azuis e frios, o mundo pareceu parar por um instante.
— Você é louca? O que pensa que estava fazendo, saltando na frente do meu carro? Está querendo nos matar?
Ela abriu a boca, tentando responder, mas nenhum som saiu. Estava completamente hipnotizada pela beleza daquele homem.
Ele tinha ombros largos, uma barba bem desenhada e vestia um terno azul caríssimo que se ajustava perfeitamente ao corpo.
Esmeralda não conseguiu formar nenhuma palavra, apenas chorou, liberando tudo o que havia contido até então. Arthur a consolou com um abraço e não a soltou em nenhum momento até chegarem ao carro. Renato estava junto de Leonardo e Carlo; ao que tudo indicava, tinha chegado com os policiais. — Assim que vocês saíram, fui até a delegacia e avisei ao delegado. Não gostei da ideia de se arriscarem sem proteção — explicou Renato. — Não imagina o quanto ficamos apavorados quando ouvimos os disparos — disse Leonardo, abraçando a filha. Em nenhum momento Esmeralda quis soltar a bebê, mesmo que todos insistissem em segurá-la para que pudesse descansar, já que estava trêmula. Havia uma ambulância no local, e todos foram examinados, inclusive Rogers, que acabou levado ao hospital.……………….. Dias se passaram e Arthur continuava tenso. Aquela terrível sensação de estar sendo vigiado não desaparecia, não importava onde estivesse. Sentia alívio por ter resgatado a filha, mas o medo não o deixav
Esmeralda estremeceu diante da ameaça, não podia acreditar que um dia entregara o coração a um homem como ele.— Você algum dia me amou de verdade, ou sempre foi apenas pelo dinheiro? — perguntou, tentando ganhar tempo e entender as intenções do homem.Vinícius trincou o maxilar.— Me leve até o dinheiro — ordenou, ignorando a pergunta.Pérola, que havia parado de chorar desde que a mãe a segurou nos braços, voltou a soluçar assustada ao ouvir Vinícius gritar.— Ela é sua, você sabe. Então por que está fazendo isso? — Esmeralda perguntou, mordendo os lábios para conter a emoção. Vinícius manteve o maxilar rígido. Nesse momento, Arthur percebeu que ele não estava apenas irritado por seus planos terem falhado; havia medo em seu olhar.— Nós podemos ajudá-lo, basta dizer o que está acontecendo — disse Arthur. Vinícius engoliu em seco, as mãos começaram a tremer, mas a arma continuava apontada para eles.— Por favor, Vinícius — implorou Esmeralda.Ele suspirou fundo antes de dizer:— V
— Devemos ir até lá. Algo me diz que Vinícius está mantendo Pérola naquele lugar — disse Esmeralda. — Não sei se é uma boa ideia, filha. E se estivermos errados? Ele pode estar em qualquer lugar. Talvez devêssemos sacar o dinheiro e agir conforme ele pediu, mas com a polícia nos apoiando — sugeriu Catarina. — Eu tenho uma ideia. Vinícius vai agir por impulso e se assustará quando chegarmos lá. Podemos bolar um plano para encurralá-lo, mas qualquer falha nossa colocará Pérola em perigo — disse Arthur. Esmeralda suspirou fundo e sentou-se no sofá. — O que tem em mente? — perguntou Renato. Arthur explicou o plano: assim que chegasse ao galpão com o detetive, tentaria resgatar Pérola e algemar Vinícius. Se não conseguisse, o faria seguir até o carro onde estaria o dinheiro — e lá seria encurralado por Leonardo e Carlo. Todos concordaram com a ideia, mesmo sabendo que era arriscada. — Não podemos ir todos ao mesmo banco pedindo uma quantia tão alta. O máximo que conseguiremos hoje
— Ela chutou — disse Esmeralda, com os olhos marejados. — Onde? — perguntou Arthur, esperançoso. Esmeralda pegou a mão do esposo e a colocou sobre a barriga. Pérola se mexeu novamente. Eles se olharam e começaram a rir. Arthur ficou tão emocionado que lágrimas deslizaram por seu rosto enquanto ainda gargalhava. Ele aproximou o rosto da barriga dela e disse: — Oi, meu amor, papai está aqui. Esmeralda abriu os olhos. Uma luz iluminava o cômodo. Demorou alguns instantes para se acostumar com a claridade e percebeu que tudo não passara de um sonho. Aquilo havia acontecido de verdade, mas parecia que seu subconsciente estava decidido a fazê-la sofrer ainda mais ao ter aquele sonho. Todas as vezes que Pérola se mexia em sua barriga, Esmeralda se emocionava, e Arthur largava o que estivesse fazendo para correr até ela e conversar com a bebê, dizendo que ela já podia ouvir tudo ao redor e precisava sentir que tinha pais que a amavam profundamente. As lágrimas voltaram a escorrer. Esmera
Último capítulo