A BABÁ E O CEO POSSESSIVO

A BABÁ E O CEO POSSESSIVOPT

Romance
Última atualização: 2026-04-17
Angêl López   Em andamento
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8.4
6 Avaliações
56Capítulos
3.8Kleituras
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Resumo
Índice

Com o pai entre a vida e a morte e as dívidas engolindo cada possibilidade de escolha, Elena Duarte não atravessa a fronteira por ambição. Ela atravessa por desespero. Sem documentos. Sem garantias. Com medo suficiente para desistir… e coragem suficiente para continuar. Nova York não é promessa. É ameaça. O emprego como babá residente parece a única chance de manter a família de pé: um contrato discreto, um teto, um salário capaz de salvar tudo. Ela só não imaginava que o maior perigo não estaria na cidade. Estaria no homem que a contratou. Sebastian construiu um império aprendendo que sentimentos custam caro. Viúvo desde o dia em que a esposa morreu ao dar à luz, transformou culpa em disciplina e dor em regras. Para ele, permitir-se qualquer felicidade depois daquele dia sempre soou como traição. Na sua casa não há espaço para erros. Nem para apego. Muito menos para amor. Lily cresceu sob esse mesmo código: quietamente perfeita, sempre cuidadosa demais, como se amar precisasse ser merecido. Nenhuma babá permaneceu. Até Elena. Ela não invade. Não exige. Apenas fica. E, pela primeira vez em anos, Lily volta a sorrir. Para qualquer pai, isso seria alívio. Para Sebastian, é o início do colapso. Porque felicidade cria vínculos — e vínculos significam ter algo a perder. Ele sabe que Elena está ilegal no país e que bastaria uma denúncia para apagá-la da sua vida. Mesmo assim, permite que ela permaneça. Primeiro por necessidade, depois por algo que ele se recusa a nomear. Mas segredos não ficam enterrados para sempre. E quando a verdade ameaça vir à tona, Sebastian precisará escolher entre continuar protegido atrás das próprias regras… ou arriscar tudo pela única mulher que devolveu luz à sua casa. Porque amar pode ser um risco. Mas deixar partir pode ser irreparável.

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Capítulo 1

PRÓLOGO

A primeira coisa que senti ao entrar naquela casa foi o silêncio.

Não era paz.

Era regra.

O carro parou diante do portão alto, escuro, impecável. Antes mesmo que ele se abrisse, tive a sensação de que eu não estava sendo recebida. Estava sendo permitida.

O motorista abriu a porta sem dizer nada.

Desci com a mala na mão e olhei para a mansão de vidro e concreto à minha frente. Tudo ali parecia caro demais, limpo demais, parado demais. Não havia brinquedos no jardim. Não havia vozes. Não havia vida espalhada.

Apenas controle.

A porta se abriu antes que eu tocasse a campainha.

— Elena Duarte? — perguntou a mulher de uniforme escuro.

— Sim.

— Pode entrar.

Ela não sorriu. Eu também não forcei simpatia.

Entrei.

O interior da casa era ainda mais frio. Piso claro, móveis alinhados, janelas enormes, nenhum objeto fora do lugar. Era bonito. Perfeito. Mas não parecia uma casa com criança.

— Lily está no quarto — disse a mulher, caminhando à frente. — O Sr. Gray pediu que a adaptação fosse gradual.

Sr. Gray.

O nome foi dito como ordem.

Subi as escadas atrás dela e parei diante de uma porta entreaberta.

A menina estava sentada no chão, montando um quebra-cabeça. Loira, pequena, quieta demais. As peças eram encaixadas uma por uma, sem pressa, sem erro, sem bagunça.

Bati de leve.

— Oi.

Ela não se virou.

— Posso entrar?

Nada.

Entrei mesmo assim, mas fiquei perto da porta. O quarto era lindo, organizado e impessoal. Bonecas alinhadas. Cama perfeita. Prateleiras intactas. Tudo parecia decorado para uma criança que não brincava.

— Meu nome é Elena. Vou ficar aqui por um tempo.

Ela continuou encaixando as peças.

— Posso sentar?

Lily não respondeu.

Mas também não mandou eu sair.

Sentei a uma distância segura, sem tocar em nada. Por alguns minutos, só existiu o som baixo das peças se encontrando.

Então o quarto mudou.

Antes mesmo da voz, senti a presença.

— Ela não costuma permitir aproximações.

Levantei o olhar.

Sebastian Gray estava parado à porta.

Alto. Imóvel. Camisa social escura, mangas dobradas, postura impecável. Não era apenas bonito. Era o tipo de homem que fazia o espaço parecer menor sem dar um passo. Olhava como se nada naquela casa escapasse dele.

— Eu não toquei nela — falei. — Só sentei.

— Eu sei.

A resposta foi baixa.

Fria.

Vigiada.

Ele olhou para a filha.

— Lily.

A menina se virou.

— Sim, papai.

— Vá se preparar para o jantar.

— Está bem.

Ela guardou as peças com cuidado, passou por mim sem encostar e saiu. Quando a porta fechou, Sebastian entrou.

Um passo apenas.

O bastante.

— Quantas crianças você já cuidou?

— Algumas.

— Algumas é vago.

— É honesto.

O olhar dele ficou mais firme.

— A maioria não fica.

— Eu não costumo desistir fácil.

— Veremos.

Ele cruzou os braços.

— Aqui existem regras.

— Imaginei.

— Imaginar não basta.

Fiquei em silêncio.

— Pontualidade. Discrição. Nenhum visitante. Nenhuma saída sem autorização durante o expediente. Nada de fotografias. Nada sobre minha filha fora desta casa. Nada sobre mim.

— Entendido.

— Não é suficiente. Entender é fácil. Obedecer é outra coisa.

Meu corpo ficou rígido.

Ele percebeu.

— Não tolero erros, senhorita Duarte.

— Crianças erram.

O olhar dele endureceu.

— Adultos não têm esse privilégio aqui.

O silêncio pesou.

— Estou aqui para cuidar dela — respondi.

— Está aqui para cumprir sua função.

— Cuidar dela é minha função.

— Função não inclui vínculos desnecessários.

Olhei para o quebra-cabeça guardado no chão. Para as bonecas alinhadas. Para aquele quarto perfeito demais.

— Vínculo não é desnecessário para uma criança.

Sebastian deu um passo à frente.

Não rápido.

Não brusco.

Controlado.

— Você fala com muita segurança para alguém que acabou de entrar na minha casa.

— Eu falo com segurança sobre crianças.

— Então aprenda rápido sobre mim também. Eu não gosto de ser contrariado dentro do que é meu.

Meu coração falhou uma batida.

— Eu não sou sua.

O olhar dele desceu por um segundo até a minha boca e voltou aos meus olhos.

— Ainda não foi isso que eu disse.

— Então o que quis dizer?

— Que, enquanto estiver sob o meu teto, você pertence às minhas regras.

A frase me irritou.

Mais do que deveria.

— Eu não vim para ser controlada.

— Ninguém entra nesta casa sem ser.

Ele disse aquilo sem alterar a voz. Como se fosse simples. Como se fosse óbvio.

— Minha filha precisa de estabilidade — continuou. — Rotina. Segurança. Controle.

— Às vezes criança precisa de leveza.

Algo passou pelo rosto dele.

Rápido.

Escuro.

— Leveza foi o que destruiu esta casa, Elena.

Meu nome na boca dele soou íntimo demais.

E errado demais.

Antes que eu respondesse, ele se virou para sair.

— Amanhã, às seis e meia, Lily toma café. Às sete, inicia as atividades. Às oito, quero um relatório.

— Um relatório? Ela é uma criança.

Ele olhou por cima do ombro.

— E você é minha funcionária.

A porta ficou aberta depois que ele saiu.

Mesmo assim, tive a sensação de que ele ainda estava ali.

Naquela noite, no quarto de hóspedes, desfiz a mala em silêncio. O cômodo era bonito, neutro, sem cheiro de ninguém. Como o resto da casa.

Dobrei minhas roupas na cômoda e olhei pela janela.

O jardim estava perfeitamente iluminado.

Sebastian Gray estava lá embaixo.

Parado.

Celular na mão.

Olhando para a minha janela.

Prendi a respiração.

Não havia como ele me ver direito.

Mas ele via.

Eu soube antes mesmo de o meu celular vibrar.

Número desconhecido.

"Feche a cortina, senhorita Duarte."

Meu estômago gelou.

Olhei de novo para o jardim.

Ele já não estava mais lá.

Outra mensagem chegou.

"Amanhã começa cedo."

Fiquei imóvel, segurando o celular.

Eu ainda não sabia o que tinha acontecido naquela casa.

Só sabia que havia uma ausência que ninguém mencionava.

Uma menina que respirava baixo demais.

E um homem que transformava cuidado em controle.

Eu tinha sido contratada para cuidar de Lily Gray.

Mas, naquela primeira noite, entendi que atravessar o portão tinha sido fácil.

Difícil seria sair.

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Maria Jose Domingos
Demora demais credo! Eu vou para de ler estes livros em andamento. Agente gasta horrores de dinheiro e nem sabemos se o livro vai ter continuação affff
2026-05-10 23:07:44
0
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debora
Essa história me prendeu desde o primeiro capítulo! A escrita é envolvente e os personagens são intensos. Já estou completamente viciada e não vejo a hora de ler os próximos capítulos.
2026-03-08 22:39:54
1
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Tânia CRISTINA DE OLIVEIRA
a historia tinha tudo pra ser ótima, mas é uma enrolação para descrever uma bobagem, muito detalhe desnecessário e ele não é possessivo e psicopata, deve ter TOC. Deus me livre se ele é o mocinho tô preferindo o vilão. TUDO CHATO
2026-04-11 06:31:26
1
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Sueli Simonette
Demora demais para sair 1 capítulo. chato....
2026-05-05 17:54:19
0
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Cris Santos
estou gostando bastante da história, super envolvente, mas é muito chato ler somente 1 capítulo por dia
2026-03-26 05:54:29
1
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Cris Santos
Este livro não terá mais publicações? Faz mais de um mês que notem nenhuma postagem....
2026-06-01 04:17:27
0
56 chapters
PRÓLOGO
CAPÍTULO 1 — SOB O TETO DO SEBASTIAN GRAY
CAPÍTULO 2 — A PRIMEIRA BRECHA
CAPÍTULO 3 — ASSUNTOS PROIBIDOS
CAPÍTULO 4 — A MULHER DO ALMOÇO
CAPÍTULO 5 — O JARDIM
CAPÍTULO 6 — O DOSSIÊ
CAPÍTULO 7 — UMA ESCOLHA PEQUENA
CAPÍTULO 8 — O QUE ELE NÃO PERMITE
CAPÍTULO 9 — TERRITÓRIO
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