O dia amanheceu tenso.
Quando Angeline acordou, a cama ao lado já estava vazia. O cheiro de café recém-passado vinha da cozinha.
Ela o encontrou ali, concentrado, fatiando presunto com precisão quase cirúrgica. Os movimentos eram firmes, controlados. O rosto parecia mais tranquilo do que na noite anterior.
— Está tudo bem? Ela perguntou, encostando-se ao balcão.
— Está, sim.
Ela se aproximou e roubou um pedaço de presunto antes que ele terminasse o corte.
— Ontem você parecia preocupado.
— Trab