Meses haviam se passado desde aquela noite em que o amor, enfim, encontrou a calma. A vida retomara seu curso, agora repleta de risadas pequenas, mamadeiras, passos cambaleantes e manhãs cheias de sol.
O jardim da mansão estava decorado com fitas coloridas e balões azuis, dançando ao vento suave. Uma pequena mesa coberta com flores brancas e o bolo decorado com o nome “Gustavo” ocupava o centro da festa. Amigos próximos e familiares riam, enquanto o pequeno, animado, tentava correr atrás de um balão que escapava das mãos de Laerte.
Glauco observava tudo com um sorriso tranquilo, os braços envolvendo a cintura de Amália. A cena à sua frente era um retrato da paz que ele nem sabia que existia e que, por tanto tempo, achou impossível.
— Nosso pequeno já está completando um ano… Murmurou, encostando o queixo no ombro dela. — Logo vai pra escolinha.
Amália riu, os olhos brilhando de ternura. — Nem me fale, vai ser difícil deixá-lo lá sozinho.
Glauco a apertou de leve contra o peito, depois