O dia seguinte ao aniversário de Gustavo amanheceu com a casa em plena agitação. A festa mal terminara, e já se ouvia no jardim o entra e sai de pessoas, telefonemas, risadas e o som de vozes organizando listas, flores, trajes, convidados.
Laerte, radiante, atravessava o corredor com o celular colado ao ouvido e um buquê de amostras na outra mão.
— Não, Paolo! As flores brancas, só as brancas! Rosas e lírios, nada de girassóis! Exclamava, gesticulando, enquanto Glauco ria de canto, observando a cena.
— Eu nunca vi o homem tão nervoso. Brincou ele, cruzando os braços. — Parece que vai enfrentar uma missão secreta.
— Pior. Respondeu Paolo, chegando com um sorriso contido. — Vai se casar às pressas.
Laerte parou diante deles, ajeitando os cabelos.
— Riam agora… mais tarde estarei casado com a mulher mais linda da Itália.
O assistente de Glauco surgiu logo atrás, ofegante, segurando uma prancheta e um copo de café.
— A igreja está confirmada, o coral chega às quatro e a equipe de som já e