Os dois saíram da loja acompanhados por um ajudante que carregava uma grande caixa com o vestido de Amália.
O traje de Glauco já estava encomendado em Milão, feito sob medida, como fazia há anos, a cor escolhida azul-marinho, com colete, camisa branca e gravata de seda azul.
Ao chegarem ao carro, Glauco abriu a porta para ela com o cuidado habitual. Antes de entrar, entregou ao rapaz uma gorjeta generosa e um breve “merci” em francês, o tom cortês e firme.
— Vamos almoçar? O que você quer comer? Perguntou, ajeitando o cinto e lançando-lhe um olhar rápido.
— Eu não sei… não estou com fome.
Glauco desviou o olhar para ela e pousou a mão sobre o ventre dela.
— Você precisa se alimentar, tem um bebê aqui. Disse com voz serena, quase num sussurro.
Amália sorriu, tocando a mão dele sobre seu corpo, sentindo o calor confortável que atravessava o tecido de sua roupa e a alcançava por dentro.
Ele retomou o volante e seguiram pela avenida, cruzando o Arco do Triunfo.
O sol refletia nos