252- "Muita coisa para viver."

Os dois saíram da loja acompanhados por um ajudante que carregava uma grande caixa com o vestido de Amália.

O traje de Glauco já estava encomendado em Milão, feito sob medida, como fazia há anos, a cor escolhida azul-marinho, com colete, camisa branca e gravata de seda azul.

Ao chegarem ao carro, Glauco abriu a porta para ela com o cuidado habitual. Antes de entrar, entregou ao rapaz uma gorjeta generosa e um breve “merci” em francês, o tom cortês e firme.

— Vamos almoçar? O que você quer comer? Perguntou, ajeitando o cinto e lançando-lhe um olhar rápido.

— Eu não sei… não estou com fome.

Glauco desviou o olhar para ela e pousou a mão sobre o ventre dela.

— Você precisa se alimentar, tem um bebê aqui. Disse com voz serena, quase num sussurro.

Amália sorriu, tocando a mão dele sobre seu corpo, sentindo o calor confortável que atravessava o tecido de sua roupa e a alcançava por dentro.

Ele retomou o volante e seguiram pela avenida, cruzando o Arco do Triunfo.

O sol refletia nos
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