Quando Amália abriu os olhos, o quarto estava em penumbra. O céu do entardecer filtrava-se pelas cortinas, tingindo o ambiente com tons dourados e lilases.
— Glauco? Chamou, a voz suave, ainda sonolenta.
— Estou aqui. — Ele respondeu de imediato. Estava sentado em uma poltrona próxima à janela, o tablet entre as mãos. Trabalhava em silêncio, mas os olhos, vez ou outra, se erguiam para observá-la.
Amália ajeitou-se na cama, percebendo o quanto havia dormido. Conforme os dias passavam, ela sentia