253- " Le Jules Verne."

Quando Amália abriu os olhos, o quarto estava em penumbra. O céu do entardecer filtrava-se pelas cortinas, tingindo o ambiente com tons dourados e lilases.

— Glauco? Chamou, a voz suave, ainda sonolenta.

— Estou aqui. — Ele respondeu de imediato. Estava sentado em uma poltrona próxima à janela, o tablet entre as mãos. Trabalhava em silêncio, mas os olhos, vez ou outra, se erguiam para observá-la.

Amália ajeitou-se na cama, percebendo o quanto havia dormido. Conforme os dias passavam, ela sentia o corpo mais leve, o apetite voltando… e o sono também. Pela primeira vez em muito tempo, podia se entregar ao descanso sem medo. A presença dele tornava tudo seguro.

— Perdi a hora… Murmurou, meio sem graça.

— Não se preocupe. Respondeu Glauco, com um leve sorriso. — Paris é linda a qualquer hora. Se quiser, tome um banho. Depois descemos para dar um passeio.

Fez uma pausa e acrescentou:

— Temos uma reserva na Torre. No Le Jules Verne.

— Le Jules Verne? Repetiu, surpresa, sem saber exatamente
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