O sol brilhava alto sobre Paris, dourando os telhados e as vitrines da Champs-Élysées. O movimento era elegante, turistas, risadas, vitrines refletindo o azul do céu. Amália andava ao lado de Glauco, os olhos curiosos se perdendo entre as lojas, entre aromas de perfume e o som distante dos carros.
Depois do café no Blanc, onde o croissant ainda deixava na memória o gosto amanteigado e o cheiro de café fresco, os dois seguiram caminhando sem pressa. Glauco carregava as sacolas com uma mão e, com a outra, mantinha os dedos entrelaçados aos dela, como se não quisesse soltá-la por nada.
Ela parou de repente.
Na vitrine à frente, vestidos de noiva brancos e cintilantes reluziam sob a luz do sol. Um manequim usava um modelo de seda leve, com renda nos ombros e um corte delicado na cintura. O reflexo de Amália no vidro parecia o de uma noiva imaginária.
Ficou alguns segundos imóvel, como se o mundo tivesse silenciado ao redor.
Glauco a observou em silêncio, olhos atentos.
— Vamos entrar. Dis