251- "Depois poder tirá-lo."

O sol brilhava alto sobre Paris, dourando os telhados e as vitrines da Champs-Élysées. O movimento era elegante, turistas, risadas, vitrines refletindo o azul do céu. Amália andava ao lado de Glauco, os olhos curiosos se perdendo entre as lojas, entre aromas de perfume e o som distante dos carros.

Depois do café no Blanc, onde o croissant ainda deixava na memória o gosto amanteigado e o cheiro de café fresco, os dois seguiram caminhando sem pressa. Glauco carregava as sacolas com uma mão e, com a outra, mantinha os dedos entrelaçados aos dela, como se não quisesse soltá-la por nada.

Ela parou de repente.

Na vitrine à frente, vestidos de noiva brancos e cintilantes reluziam sob a luz do sol. Um manequim usava um modelo de seda leve, com renda nos ombros e um corte delicado na cintura. O reflexo de Amália no vidro parecia o de uma noiva imaginária.

Ficou alguns segundos imóvel, como se o mundo tivesse silenciado ao redor.

Glauco a observou em silêncio, olhos atentos.

— Vamos entrar. Dis
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