Glauco dirigia como um predador fugindo com a presa. O carro saltava pelas ruas estreitas de Granada, os pneus raspando nos paralelepípedos irregulares. O movimento era frenético: turistas cruzando as ruas, vendedores gritando, buzinas ecoando. Cada curva parecia um risco calculado.
— Não tinha uma rua melhor? Laerte zombou, a cabeça batendo contra o encosto, o corpo chacoalhando como se fosse virar milk-shake.
Glauco apertou o volante, olhos fixos na subida íngreme. — É o caminho mais rápido.