Laerte passou a noite inteira vagando pelas ruas de Ibiza. Entrava em boates esfumaçadas, atravessava corredores cheios de música eletrônica e corpos dançando, parava nos balcões e soltava discretamente o nome que procurava: Pérez. Mas toda vez que o mencionava, o resultado era o mesmo, rostos que empalideciam, olhares que desviavam, pessoas que recuavam como se ele tivesse acabado de invocar um mal proibido.
Cada recusa, cada silêncio, aumentava sua angústia. Caminhava pelas calçadas iluminada