RennataMinha madrinha passou o polegar nas minhas lágrimas, como se quisesse apagar cada dor que eu tinha vivido naquele dia. Depois que me abraçou de novo, ela respirou fundo e disse:— Renata… minha filha… eu não tenho o dinheiro que o seu pai tem. A voz dela era suave, mas firme. Mas eu tenho a minha lanchonete. E, se você quiser, pode vir me ajudar lá.Eu ergui os olhos, surpresa, ainda soluçando de leve.— Madrinha…Ela apertou minhas mãos com carinho.— Não é muito, eu sei… mas vai te dar um dinheirinho. Vai ajudar nos seus estudos, nas suas coisas. E, principalmente… vai te dar paz. Aqui você não precisa caminhar em cima de cacos de vidro.Senti o peito tremer, como se uma parte de mim tentasse acreditar que, finalmente, eu tinha para onde ir.Ela continuou, com os olhos marejados:— A sua mãe era a minha melhor amiga. Minha irmã de alma. E por ela, Renata… sua voz embargou por ela eu jamais te deixaria sozinha.Ela pousou a mão no meu rosto, com ternura.— Você é minha fil
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