Mundo ficciónIniciar sesiónAmélia Harrisson em um momento de desespero viu na proposta de Dmitri Volkov saída. Quando se viu precisando de dinheiro rápido ela aceitou ser a esposa troféu do mafioso russo. Mas os problemas começam a aparecer, as mentiras, manipulações e intrigas familiares, até uma amante do passado! De um lado Dmitri precisa lidar com o seu passado e cumprir promessas feitas ao tio Aleksei, de outro addisso pode custar a sua vida com Amélia. Ela busca a segurança para a filha Lizzy enquanto lida com as coisas ao seu redor. E ainda tem a atração que sentem um pelo outro, orgulhosos demais para ceder, apaixonados demais para fugir, os dias serão um desafio para esse casal nada tradicional. Opostos que se envolvem, provocam e se apaixonam perdidamente um pelo outro. Com objetivos diferentes, a paixão pode ser suficiente? Ela é uma Merchant de arte desempregada que vira socialite, ele um mafioso envolvido em um plano para eliminar os traidores da família. Como podem construir a confiança em um relacionamento que surgiu da noite para o dia? Quando conseguirem o que querem seguirão juntos?
Leer másO ambiente do restaurante era abafado pelo luxo discreto. Dmitri Volkov estava sentado diante de Amélia Harrison. Ele não havia tocado no vinho, apenas observava a mulher à sua frente através do cristal da taça.
— Estou ciente sobre sua situação, srta Harrison, começou Dmitri, com um leve sotaque, a voz rouca e direta. — Sei que não tem o suficiente para garantir os custos médicos de sua filha. Amélia sentiu um calafrio. Ela não perguntou como ele sabia sobre sua vida, homens assim simplesmente possuíam as respostas que interessam. — Por que estou aqui, Sr. Volkov? Perguntou, mantendo a voz firme. Dmitri inclinou-se para a frente, os ombros largos dominando o espaço da mesa. — Um contrato — disse ele, a expressão séria. — Quero que seja minha esposa, Moya milaya... (Minha querida...) . Em termos legais e públicos, você será a Sra. Volkov. Eu ofereço a você uma vida de conforto absoluto, luxo e, acima de tudo, proteção total para você e sua filha. Ela terá o melhor. Amélia piscou, o coração batendo contra as costelas. Olhou para o homem imponente à sua frente, tentando processar a proposta. Nada é de graça. Nunca. E oferecer tanto, custaria caro. — E em troca? — ela sussurrou. — O que você espera de uma esposa por contrato? — Perfeição e lealdade — Dmitri respondeu de imediato. — Preciso de uma mulher que saiba se portar, que seja minha parceira em eventos sociais e que mantenha a fachada da nossa vida doméstica impecável. Você não fará perguntas desnecessárias, obediência total. Ele fez uma pausa, observando-a. — Preciso de uma aliada. Alguém que não se quebre sob a pressão do meu mundo. - Minha filha... - Vou garantir a segurança das duas 24 horas por dia, ninguém vai tocar em vocês. Amélia olhou para ele, a segurança de sua filha era o que mais importava e o tratamento. — Temos um acordo, então? Amélia sentiu o peso do olhar dele, uma pressão física que a empurrava contra o encosto da cadeira. Observava como um gato observa um rato que tenta, bravamente, morder suas garras antes do fim inevitável. - Não é como se tivesse escolha... — A irritação fica bem em você. Dá um toque de cor às suas bochechas, ele disse, a voz baixa e vibrante. — Nós dois sabemos que, neste tabuleiro, você ficou sem casas para onde fugir, Moya volchitsa (Minha loba). Amélia engoliu em seco, ele sabia que ela não tinha opção. — Está bem. Disse, a voz subitamente baixa e derrotada. — Eu aceito. Pelo bem da minha filha, eu serei a sua... esposa. Como faremos? — Agora — Dmitri respondeu friamente. Imediatamente, Yuri Huchova, mais do que um assistente, era o braço direito de Dmitri, amigo de longa data, o mais confiável de todos os homens ao redor do chefe. Yuri se aproximou, retirando uma pasta de couro da parte interna do paletó. Amélia sentiu o sangue fugir do rosto. — Agora? — ela gaguejou. — Mas... e as cláusulas... — Você já aceitou. - Sim... mas isso é muito apressado! Como... vamos justificar esse casamento? - Não preciso me justificar. Dmitri lembrou, inclinando-se para a frente, a voz suave, mas implacável. — E eu não gosto de perder tempo. Enquanto jantamos, você pode ler. Se algo não a agradar, podemos redigir uma emenda agora mesmo. — Você não quer que eu fuja mesmo?!ela sussurrou, com uma resignação amarga. — Sou um homem de negócios, muito eficiente. Ele corrigiu, com um sorriso satisfeito, que fez o estômago dela revirar. Ela suspirou, derrotada, e olhou para ele com um olhar vazio. É isso. A que ponto uma pessoa chega por dinheiro. — O que eu devo fazer então, sr. Volkov? — perguntou ela, o tom de voz beirando o de uma empregada esperando ordens. — Devo assinar com sangue ou apenas esperar que o senhor me diga como devo respirar? Dmitri sorriu, mas desta vez o olhar dele suavizou levemente. - Me dê sua mão. A contra gosto ela estendeu a mão para o russo. Com movimentos lentos, ele a segurou com uma firmeza que beirava a delicadeza, um toque de gentileza fria que era característico de quem domina, mas decide não esmagar. Ele deslizou um anel pelo dedo dela. O encaixe foi perfeito. Amélia olhou para a própria mão. Lindo. O anel era uma obra-prima feito em ouro branco, a peça exibia um aro trabalhado com ramos cravejados com pequenos diamantes que brilhavam como orvalho sob o luar. No centro, repousava uma pedra central de corte redondo de uma pureza hipnotizante, sustentada por uma estrutura meticulosa que lembrava a geometria perfeita de um floco de neve. Os detalhes ao redor da pedra conferiam à joia um ar de relíquia imperial, fria e deslumbrante. Um sonho. Inesperadamente, seus olhos arderam e uma lágrima solitária escapou, rolando por sua face. Dmitri soltou a mão dela e estreitou os olhos, a expressão endurecendo instantaneamente. — O que foi? Perguntou, o tom subitamente seco. — Não gostou? Amélia respirou fundo, secando a lágrima com as costas da mão livre e recuperando o seu escudo de sarcasmo para esconder o quanto aquele gesto a havia abalado. — É lindo, Dmitri. Realmente. Respondeu, com um sorriso amargo. — Não sei como agradecer à sua secretária, pelo excelente bom gosto dela. O maxilar de Dmitri travou. Uma veia pulsou levemente em sua têmpora, e ele se inclinou para a frente, emanando uma aura perigosa que fez os garçons ao longe estancarem. — Eu mesmo escolhi esse anel. Se você vai ser minha esposa, terá que aprender que eu não terceirizo o que considero importante. Amélia ficou atônita. O silêncio que se seguiu foi absoluto. Ela olhou para o brilho gélido do anel em seu dedo e depois para os olhos azuis acinzentados de Dmitri, percebendo que, sob aquela frieza calculada, havia uma intensidade que ela ainda não conseguia decifrar. — Agora, você vai comer. Quanto à Lizzy... A partir de hoje, ela é uma Volkov. Vocês duas.A luz da manhã entrava pelas frestas da cortina da suíte nupcial com uma claridade agressiva, ferindo os olhos de Peter, que ainda pulsavam sob o efeito residual das "balas" azuis. Ele parou diante da porta de seu quarto, ajeitando a camisa amarrotada e tentando exalar uma sobriedade que não possuía. Em sua mente, ele apenas entraria, tomaria um banho rápido e fingiria que acabara de acordar. - É simples Peter... vamos lá! Mas, ao girar a maçaneta, o silêncio que encontrou não era o de um quarto adormecido. Era o silêncio pesado de um tribunal. Clarice estava sentada, os olhos inchados de tanto chorar. Ao redor dela, como sentinelas da moralidade, estavam George e Elena Harrison, e os pais de Clarice, os Vargas, cujas expressões oscilavam entre o nojo e a fúria contida. Sobre a mesa de centro, um tablet exibia a página de um portal de fofocas de alta sociedade. A manchete brilhava em letras garrafais, "O HERDEIRO DAS SOMBRAS: Peter Harrison flagrado em clima de luxúria em plen
Peter se recompôs, as mãos trêmulas, ao cruzar de volta para o salão iluminado, assumiu sua máscara de herdeiro impecável, aceitando os cumprimentos e brindando com George como se nada tivesse acontecido. A festa seguiu seu curso coreografado até que, sob uma chuva de pétalas de rosas brancas, os recém-casados partiram para a suíte nupcial do hotel mais luxuoso de Porto Cristal.Foram recebidos por alguns fotógrafos, curiosos com a ascensão da família Harrison,até então desconhecida da alta roda social.- Finalmente a sós. Clarisse sussurrou ao entrar no quarto. O ambiente na suíte era de romance tradicional, com velas aromáticas, pétalas sobre o lençol e uma garrafa de champanhe no balde de prata. Clarice movia-se com uma delicadeza quase etérea.— Vamos brindar, meu amor!Ela disse, aproximando-se de Peter com uma timidez que beirava o infantil. Eles beberam algumas taças. Clarisse se soltou então pediu ajuda para tirar o vestido. Para Peter não havia nada de atrativo, ela pareci
Dmitri parou por um segundo, quando chegaram ao carro, os olhos fixos percebendo a silhueta de um homem que aguardava discretamente perto de uma das colunas da fachada externa da mansão. - Não se preocupe, entre. Dmitri fechou a porta logo depois de Amélia entrar. Fernando, se aproximou com passos rápidos e precisos. — Senhor Volkov... Fernando murmurou, a voz baixa. — Tudo está posicionado. Dmitri deu um aceno quase imperceptível com a cabeça. Sua expressão era de um gelo absoluto. — Estamos de saída. Siga em frente e finalize, ordenou Dmitri, o tom de voz desprovido de qualquer hesitação. — Não quero que reste nenhuma ponta solta e que eles saibam que não podem nos chantagear. Fernando apenas assentiu, um breve brilho de compreensão nos olhos, e saiu sem dizer mais nada, fundindo-se às sombras do estacionamento. Satisfeito, Dmitri voltou sua atenção para Amélia, quando entrou no carro. O olhar endurecido desapareceu, substituído por uma ternura possessiva, e
Peter estava no altar, pálido sob a luz dos vitrais. Suas mãos tremiam levemente. Nas últimas semanas ele consumia em segredo as "balas" para conseguir encarar o dia. A cerimônia foi impecável. O coro entoou cânticos celestiais enquanto o padre falava sobre fidelidade e construção de um futuro sólido. Dmitri, ao lado de Amélia, soltou um riso quase inaudível quando as palavras "honra" e "confiança" foram mencionadas. O "sim" foi pronunciado sob os aplausos da alta sociedade. Peter beijou Clarice, selando não apenas um casamento, mas o pacto de sua própria ruína. A festa na mansão dos Harrison estava prestes a começar, e Amélia sentiu um arrepio percorrer sua espinha, depois de tantos anos estava de volta. Estava transformada em um palácio de cristal. Milhares de luzes de LED entrelaçadas em arranjos que pendiam do teto do salão principal, criando uma atmosfera de sonho. Garçons de luvas brancas deslizavam entre a elite de Porto Cristal, servindo champanhe em taças de cristal la










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