Rafael
Os dias foram passando quase sem que eu percebesse.
Quando me dei conta, Rael já não era mais aquele recém-nascido miúdo que cabia inteiro no meu antebraço. Quatro meses. Quatro meses de noites mal dormidas, de mamadas intermináveis, de choros que viravam risadas em segundos.
Ele estava esperto. Atento. Acompanhava tudo com aqueles olhos azuis curiosos, como se estivesse sempre tentando entender o mundo antes mesmo de aprender a falar. Reconhecia minha voz, o cheiro da mãe, e sorria fáci