Renata
Já era noite, e a casa estava em completo silêncio. Nenhuma televisão ligada, nenhuma conversa ao fundo, nem mesmo o som distante da rua. Só o tic-tac discreto do relógio na sala e a respiração de Rafael ao meu lado, que fingia dormir, mas eu sabia… ele estava em alerta.
Virei devagar na cama.
— Amor… sussurrei, quase sem voz.
Em menos de dois segundos, ele já estava sentado, o abajur aceso e os olhos arregalados.
— O quê? O que foi? Dor? Contração? a voz saiu num misto de preocupação