Ponto de vista do narrador
A SUV preta parou na garagem da mansão pouco depois das dez da noite. O motor silenciou, e o cansaço da viagem pareceu cair sobre todos de uma vez. Rebeca, que dormira quase toda a estrada enroscada no colo de Natália, agora estava de olhos arregalados, energia renovada como se tivesse tomado um litro de café.
Cadu bocejava, esfregando os olhos, e Natália sentia o corpo pesado, mas a mente ainda girando com tudo que acontecera no fim de semana.
Carlos Alberto desceu primeiro, abrindo a porta traseira para pegar Rebeca no colo.
— Chegamos, princesa — disse, beijando a bochecha dela. — Hora de descansar.
— Não quero descansar! — protestou ela, esperneando. — Quero filme! Quero ver a Moana!
Cadu riu, pegando as malas.
— Ela dormiu o dia todo no carro. Agora virou coruja.
Natália sorriu, apesar do cansaço.
— Moana? De novo?
— Moana! Moana! — Rebeca bateu palminhas, os cachinhos balançando.
Carlos Alberto olhou para a filha com uma ternura q