Ponto de vista do narrador
O amanhecer encontrou Carlos Eduardo já desperto.
Não havia marcas visíveis do pesadelo da noite anterior — o banho frio, o terno perfeitamente alinhado, o rosto sereno. Mas por dentro, algo havia se reorganizado. O medo não desaparecera. Fora destilado. Refinado. Transformado em decisão.
Cadu observava a cidade do alto do prédio da empresa, as mãos apoiadas no vidro, enquanto o trânsito lá embaixo parecia um organismo previsível demais. Pessoas indo e vindo. Rotas.