Mundo de ficçãoIniciar sessãoNoah Taylor ergueu um império de tecnologia em Nova York com trabalho duro, disciplina e inúmeras renúncias. Jovem, respeitado e acostumado a controlar cada detalhe da própria vida, ele vê tudo desmoronar ao perder a mulher que amava. A viuvez deixa um vazio silencioso em seu peito e uma filha de apenas seis meses em seus braços Olivia, pequena demais para compreender a ausência da mãe, mas grande o bastante para precisar de carinho, cuidado e presença. Dividido entre a responsabilidade de comandar uma empresa bilionária e a paternidade inesperada, Noah percebe que não consegue seguir sozinho. Ele precisa de alguém confiável, alguém que esteja ao lado de Olivia quando ele não puder estar. Alguém que não se aproxime por interesse ou ambição. É nesse cenário que Ema Thompson aparece. Ema é jovem, bonita e determinada. Cresceu em uma família quebrada, onde amor e proteção nunca foram certezas, e aprendeu cedo que sobreviver era mais urgente do que sonhar. Buscando estabilidade e conforto, ela tomou um caminho que parecia simples para muitos, mas pesado demais para sua alma: tornou-se acompanhante de luxo. O dinheiro vinha rápido, mas o vazio também. Após um incidente inesperado, Ema começa a questionar a vida que levou até ali. Pela primeira vez, enxerga que o luxo sem dignidade cobra caro. Quando surge a oportunidade de recomeçar em um trabalho comum, longe dos holofotes, ela aceita mesmo que isso signifique entrar na casa de um homem poderoso, fechado, emocionalmente destruído. Cuidar de Olivia transforma tudo. O sorriso da bebê rompe barreiras, cura feridas e desperta em Ema sentimentos que ela acreditava não ter. Pouco a pouco, ela conquista não apenas o coração da criança, mas também o de Noah. Entre segredos, preconceitos, julgamentos e escolhas difíceis, nasce um amor improvável construído com medo, entrega e redenção.
Ler maisNoah Taylor é o CEO da maior companhia de tecnologia e aplicativos de Illinois, a Taylor Building Apps, conhecida mundialmente como TBA. Um homem brilhante, reservado e admirado no mundo dos negócios. Para muitos, ele é a definição de sucesso. Para si mesmo, é apenas alguém que aprendeu a sobreviver.
A vida nunca lhe ofereceu atalhos. Criado em meio à pobreza, Noah perdeu os pais ainda na adolescência. Cresceu sem irmãos, sem heranças e sem qualquer rede de apoio. Desde muito cedo entendeu que, se quisesse algo, precisaria conquistar sozinho. Trabalhou em vários empregos ao mesmo tempo, enfrentando turnos exaustivos, noites mal dormidas e uma rotina cruel para conseguir pagar mais de dez empréstimos estudantis enquanto cursava Administração. Formou-se com louvor, não por sorte, mas por pura resistência. Movido por um espírito inquieto e uma paixão genuína pela tecnologia, começou desenvolvendo pequenas peças para celulares. Depois vieram os primeiros projetos próprios, uma linha modesta de aparelhos e, por fim, a construção de um império avaliado em milhões de dólares. A TBA nasceu de suor, sacrifício e renúncias. Cada conquista teve um preço. E ele pagou todos. Mas sucesso não preenche vazios. A dor entrou na vida de Noah da forma mais cruel possível. Ele perdeu a esposa durante o parto da filha. Em questão de horas, deixou de ser apenas um homem apaixonado para se tornar viúvo e pai. Olivia nasceu forte, saudável e perfeita. A mulher que ele amava não sobreviveu. Desde então, Noah carrega uma ausência constante no peito. Um silêncio que não grita, mas pesa. Sua filha, com apenas alguns meses de vida, é agora a única herdeira de tudo o que ele construiu. Pequena demais para entender o que perdeu, mas grande o suficiente para exigir cuidado, colo e amor. Algo que nenhum contrato, reunião ou cifra bilionária consegue substituir. Dividido entre viagens, decisões que movimentam fortunas e a responsabilidade de ser pai, Noah percebe o óbvio. Ele não consegue fazer tudo sozinho. Por mais que tente controlar cada detalhe de sua vida, há limites que nem o dinheiro ultrapassa. Ele precisa de ajuda. Precisa de alguém que cuide de sua filha em tempo integral. Alguém disponível vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. Alguém que aceite acompanhá-lo para onde quer que seus negócios o levem. Mais do que isso, precisa de alguém em quem possa confiar. É assim que Ema Thompson entra em sua vida. Ema é linda de uma forma impossível de ignorar. Cabelos sedosos cor de chocolate, ondulados naturalmente. Olhos azuis intensos, como o mar do Caribe, herdados do pai. Um corpo delicado, curvilíneo e provocante na medida certa. Tudo nela chama atenção. Tudo parece cuidadosamente construído. E, de certa forma, é. Ema aprendeu cedo que o mundo não é gentil com quem nasce sem nada. Sua infância foi dura. Abandonou os estudos ainda jovem para custear o tratamento médico do pai, que morreu após um AVC, e da mãe, que faleceu pouco tempo depois em decorrência da cirrose. O luxo que hoje ama é tudo o que sua família pobre do Bronx jamais pôde lhe oferecer. Inteligente, observadora e calculista quando necessário, Ema escolheu um caminho controverso. Tornou-se acompanhante de luxo de homens extremamente ricos. Não se envolve intimamente com seus clientes, mas aprecia o glamour, o conforto e a sensação de poder que o dinheiro proporciona. Trabalha quando quer. Ou quando precisa. Fora isso, vive como qualquer nova-iorquina na Big Apple. Até enxergar em Noah Taylor a sua grande jogada. Ser babá da pequena Olivia seria apenas o começo. O cargo, o salário e a proximidade eram meios para um objetivo muito maior. O plano de Ema é claro. Depois da posição de babá, ela quer o posto de esposa do poderoso CEO. E tudo o que vem junto com ele. O plano parece perfeito. Mas o destino não costuma respeitar planos bem traçados. Ele gosta de bagunçar intenções, confundir sentimentos e transformar ambição em algo perigoso. Algo verdadeiro. E quando dois corações marcados pela perda se encontram, nada acontece como deveria.Minha expressão de confusão fez Glória sorrir… como se ela tivesse acabado de me contar que o céu era azul.Augusto continuava sentado e calado, admirando a noiva como se ela fosse uma boneca de porcelana cara e rara. Aquele tipo de olhar que diz: ela pode ser maluca… mas é minha maluca.— Sim… Glória confirmou, com um ar quase inocente demais. Eu subornei o garçom e comprei a taça. Levei direto pro laboratório… junto com uma amostra da Olivia.Ela fez uma careta culpada.— Que eu também roubei quando fui visitar vocês um dia desses…Eu fechei os olhos por um segundo e respirei fundo, tentando não gritar.— O resultado saiu algumas horas atrás ela continuou. Me perdoa, Noah… mas eu sei que você nunca acreditaria em nenhuma teoria minha. Muito menos faria o exame. Ia ser como se você estivesse desconfiando da sua própria esposa.Eu confirmei com a cabeça, devagar, derrotado.Ela estava certa.Eu tinha dinheiro. Muito.Dinheiro demais.Eu poderia comprar o que eu quisesse. Poderia me
Glória e Augusto me encaravam como se estivessem esperando um sinal. Uma reação. Um soco na mesa. Um grito. Qualquer coisa que provasse que eu ainda era um homem inteiro.Mas eu não era.Não naquele momento.A verdade é que só o título do documento já tinha feito meu coração acelerar de um jeito desumano, como se ele quisesse escapar pela minha garganta. Minhas mãos suavam, e a pasta parecia pesar uma tonelada em cima da mesa.Eu encarei aquelas folhas como se fossem uma sentença.Como se, ao ler, eu estivesse assinando o meu fim.Será que eu teria coragem de chegar até o final?— Noah? — a voz de Glória me puxou de volta.Eu ergui os olhos… totalmente paralisado.Ela deu um passo mais perto, os olhos carregados de uma delicadeza que me irritou. Eu não queria delicadeza. Eu queria que tudo aquilo fosse mentira.— Você precisa ler até o fim, Noah… por favor. — pediu, baixa.Meu olhar foi até Augusto.Ele afirmou com a cabeça sem dizer uma palavra, girando um anel de ouro no dedo mindin
Ele estendeu a mão… como se aquele gesto simples fosse apagar tudo.Como se bastasse tocar em mim de novo para eu esquecer que ele tentou me destruir.Mas eu não ia encostar nele.Nem se ele me oferecesse todo o dinheiro do mundo.— Ah, é? Minha voz saiu tremida, ferida, carregada de veneno. Percebeu bem no dia que a gente ia casar… que conveniente, não é?Eu limpei o rosto com as costas da mão, sentindo minha pele quente, inchada. Eu devia estar uma bagunça vermelha e humilhante.Que vergonha.Meu Deus…Que humilhação.Apontei o dedo para ele, como se cada palavra que eu dissesse pudesse me salvar de voltar a cair naquela armadilha.— Vocês ricaços acham que podem manipular a vida das pessoas do jeito que bem entendem! Eu gritei, sentindo a respiração acelerar e o peito doer. Mas escuta uma coisa, Taylor… eu não quero a p*** do seu dinheiro!Engoli em seco, sentindo a garganta arder.— Algum dia eu quis, sim. Eu fui nojenta o suficiente pra pensar nisso… mas tudo mudou!Eu dei um pa
Meu sangue parecia gelo correndo pelas minhas veias.Eu não conseguia respirar direito… e o vazio dentro do meu peito só se aprofundou quando a segunda mensagem começou a tocar na secretária eletrônica.A voz era masculina.Eu não conhecia.E mesmo assim… eu senti que ela ia me destruir.— E aí, cara… você chegou bem? Felipe ficou de deixar você em casa.Meu coração apertou.— Espero que você tenha mudado de opinião sobre a Ema, meu amigo. Ninguém merece se casar só pra se vingar de alguém.Eu perdi o ar.Senti como se minha garganta tivesse sido fechada por uma mão invisível.— É… liguei pra Glória depois que nos encontramos ontem à noite e ela me explicou tudo, já que você tava bêbado como um gambá e não falava nada com nada…A voz do homem riu, mas logo ficou séria de novo, e eu me apoiei na mesa com força, porque minhas pernas estavam falhando.— Não sei onde você tava com a cabeça de querer punir ela dessa forma… mas toda mulher merece o dia perfeito no casamento, me ouviu? Não e
Eu desci as escadas tentando não fazer barulho, segurando a respiração como se o simples som dos meus passos pudesse denunciar tudo. A casa parecia grande demais naquela manhã… grande demais para o tamanho da minha ansiedade.Quando cheguei ao primeiro andar, percebi que não havia nenhuma movimentação além de Inês dando ordens na cozinha, como uma general comandando o próprio exército. A voz dela atravessava o ar, firme, acelerada… e o cheiro de café fresco misturado com alguma coisa assando me atingiu, estranho, deslocado, como se fosse um dia comum.Mas não era.Hoje era o meu casamento.Olhei ao redor, tentando encontrar… qualquer coisa que parecesse com um casamento.Flores.Tapete.Um altar.Qualquer sinal de que aquele dia era importante de verdade.Só que não havia nada disso.Apenas algumas cadeiras posicionadas de frente para uma mesa pequena e simples. Sem brilho. Sem delicadeza. Sem alma.Meu peito apertou.Será que o pessoal da decoração ainda não tinha chegado?Ou…Ou era
Acabamos dormindo juntas na minha cama, eu e Olivia, com um filme passando baixinho na televisão, como se aquela noite fosse só mais uma… como se meu coração não estivesse prestes a explodir de ansiedade.Noah ainda não tinha chegado.Eu liguei para o celular dele inúmeras vezes… tantas, que perdi a conta.Caixa postal.Sempre caixa postal.Talvez ele estivesse em uma despedida de solteiro com os amigos. Talvez estivesse comemorando do jeito dele, longe de mim… e pensar nisso me deu uma pontada estranha, um incômodo que eu não quis alimentar.Mesmo assim, deixei uma mensagem. Uma só.Sem cobrança.Sem desespero.Como uma noiva controlada e madura…Mesmo que por dentro eu estivesse uma bagunça.Acordei bem cedo com um chorinho baixo, fraco… e senti na hora.Aquele tipo de instinto que a gente não explica.Olivia estava ardendo em febre.As bochechas dela estavam vermelhinhas, o calor do corpinho pequeno me assustou, e eu tirei a roupa dela rapidamente, tentando manter a calma.Meu cora





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