Ponto de vista do narrador
A mansão dos Nóbrega estava mergulhada em uma quietude opressiva naquela noite. O verão trazia um ar úmido que se infiltrava pelas janelas entreabertas, mas dentro da biblioteca, o ar-condicionado mantinha tudo fresco e controlado — assim como Carlos Alberto gostava.
Ele estava sentado em sua poltrona de couro, um copo de bourbon na mão, o gelo derretendo lentamente. Carlos Eduardo, ou Cadu, como o pai ainda o chamava em momentos íntimos, ocupava o sofá oposto, folh