A noite caíra pesada sobre Londres, e junto dela uma tempestade se armava com fúria. O vento rugia pelas ruas estreitas, a chuva desabava em torrentes, e o trovão fazia tremer os vidros das janelas. Dentro da residência da tia Marigold, Beatrice mantinha-se em silêncio, olhando fixamente para o papel amarrotado que ainda guardava em sua escrivaninha. A carta que não fora destinada a ela queimava sua mente e seu coração em cada linha.
Oliver havia tentado vê-la durante todo o dia, mas Beatrice,