Mundo de ficçãoIniciar sessãoEle não quer um relacionamento sério, nem toda a complicação que vem junto com isso. Ela não pode continuar se submetendo ao que ele propõe sem nenhum envolvimento. Duas pessoas independentes e determinadas que não estão acostumadas a ceder um milímetro sequer em suas convicções. Mas eles não conseguem simplesmente deixar o outro ir. Então, quando algo muito ruim paira sobre ambos, ameaçando expor o estilo de vida de Antony e a “aventura” de Penélope, eles entendem que precisam se unir e eliminar a ameaça. As pessoas em volta, envolvidas em seus próprios dramas nem se dão conta do que está acontecendo e, assim, eles vivem essa loucura. Ela sempre jurando que foi a última vez e ele insistindo em continuar, desde que seja nos seus termos, afinal, ele é um dominador por natureza. Se eu pudesse falar com esses dois, diria: Aceita que dói menos. E você? Aqui você vai ouvir falar de Luca e também relembrar o momento em que ele e Guilhermina se conheceram, além de momentos inéditos onde ele, o todo poderoso da máfia italiana, entra novamente em ação. Prepara a taça de vinho, mas atenção, desta vez tem que ser TINTO E SECO.
Ler mais- Onde você conseguiu isso, Penélope? – Antony me perguntou depois de olhar cada foto. Eu poderia brigar com ele e acusá-lo de estar mentindo, mas antes mesmo que a pergunta escapasse dos seus lábios, antes mesmo que ele tirasse os olhos das imagens e os direcionasse para mim, eu sabia: Não foi ele. Mas então a pergunta seguinte era: quem? Meu estômago embrulhou, senti meu rosto queimar e minha respiração falhar. De tudo que eu já enfrentei na vida, essa foi a pior sensação. Eu nunca senti um medo tão forte e real. Quase podia senti-lo no ar nas raras vezes que eu consegui puxar algum para os meus pulmões. Talvez a palavra correta fosse “desespero”. Eu estava desesperada. – Penélope? – Ele chamou minha atenção novamente.
Forcei mais algumas respirações, tentando me controlar. Eu precisava ficar calma – Antony, isso é muito sério...
- Porra! Você acha que eu não sei disso? – Mesmo antes do seu rompante eu sabia que ele estava irritado – Eu preciso que você me diga agora o que você sabe sobre isso. – Ele não estava gritando, mas estava preocupado e, eu poderia dizer, com raiva. Sim, Antony estava com raiva e eu realmente espero que não seja de mim.
- Eu esperava que você fizesse isso.
Ele franziu o cenho – esperava o quê?
- Que você me dissesse o que você sabe.
- Eu acho que você já percebeu que eu não sei nada.
Mesmo sabendo disso, acho que no meu íntimo eu tinha esperanças que fosse ele. Por que eu poderia brigar com ele e ameaçá-lo. Eu saberia a quem processar ou esfolar, pelo menos. – Antony, você é o dono daquele lugar. Amadeo me garantiu que não tinha como as imagens de segurança vazarem.
- Não tinha como, mas aparentemente nós estávamos enganados.
- Eu preciso perguntar com todas as letras, Tony. Não foi você que conseguiu essas imagens no clube e enviou pra mim?
- É claro que não, Penélope. Eu jamais faria isso e as razões para não fazê-lo são diversas. Em primeiro lugar eu sou proprietário do clube e se os clientes souberem disso ele acaba. Em segundo, se isso cai em mãos erradas... Deus! Essas fotos podem parar nas redes sociais e isso pode mexer com a estabilidade da empresa, sem falar no que isso poderia fazer pra você e para a sua empresa. Como se tudo isso fosse muito pouco, ainda tem os meus pais. A última coisa que eu quero é preocupá-los com um escândalo. Além do mais, o que eu ganharia com isso?
- Assustar-me? Chantagear-me?
Ele me olhou como se tivesse nascido chifres em minha cabeça – Eu não acredito que você possa pensar que eu seria capaz...
- Eu não sei, Tony. – Disse, já caminhando até a cozinha e senti que ele me seguia até lá. Sem olhar pra ele, retirei uma garrafa de whisky do pequeno armário embaixo do balcão. Essa não era a minha bebida preferida, mas vinha a calhar numa hora dessas. De alguma maneira a sensação de queimação da primeira dose tem um efeito dormente em mim e eu precisava estar dormente para lidar com isso. – Eu realmente não sei mais o que pensar... – falei, enquanto pegava dois copos e servia duas doses. Eu sabia que ele não tinha aceitado qualquer bebida quando chegou, mas assim como eu, ele precisava de algo forte, eu sabia. Virei-me e entreguei um dos copos a ele – Você foi bastante cruel naquele dia em seu escritório. Quando eu disse que queria terminar, você falou coisas que realmente foram muito cruéis, Tony – havia um toque de dor nas minhas palavras e eu sabia que ele tinha captado isso.
- Eu estava chateado. A forma como você terminou também não foi a melhor...
- Quem me garante que você também não estava chateado quando decidiu enviar para mim essas imagens? Será que você não está apenas arrependido e negando?
- Isso é tão infantil... – ele começou a dizer com raiva, mas de repente parou. Tony deu um passo à frente, aproximando-se mais de mim e segurou meu queixo entre o polegar e indicador com a mão livre, erguendo meu rosto para que nossos olhos se encontrassem – Penny, eu não faria isso. – Ele ficou em silêncio esperando que as palavras penetrassem, mas no fundo ainda havia alguma dúvida e eu vi uma emoção em seu rosto. Algo parecido com decepção. – Eu vou cuidar disso. – Prometeu. Em seguida, ele soltou meu rosto, tomou o resto do líquido em seu copo e colocou-o sobre a mesa.
Eu o acompanhei de volta a sala e ele pegou as fotografias que ele mesmo havia colocado sobre a mesa de centro e as guardou de volta no envelope. Sem uma palavra caminhou até a porta do apartamento, então parou – Precisamos ir.
- Você não vai me devolver as fotos?
- Não. Preciso delas para investigar.
Eu ia discutir, mas pensei que se fosse ele a pessoa que me enviou as imagens, ele teria cópias com ele. Logo, não fazia diferença se ele ficasse com as minhas. Além do mais, se ele não possuía cópias, significava que dificilmente ele seria o responsável pelo envio das fotos. Ok. A cada instante eu ficava mais confusa. – Seja cuidadoso para que elas não caiam em mãos erradas. – foi tudo o que eu pensei em dizer.
- Serei – ele disse simplesmente. Eu o segui para fora e fechei a porta do apartamento.
~*~
Grande parte da viagem para a Toscana foi feita em silêncio. Eu não diria que foi um silêncio desconfortável. Não mesmo. A verdade era que minha cabeça estava à mil pelo que eu havia descoberto no último par de horas. E a julgar pelo semblante que Tony ostentava, ele também estava muito ocupado pensando à respeito.
Eu voltei a olhar a paisagem, dessa vez prestando um pouco mais de atenção. Eu ficaria louca se pensasse mais sobre isso. – Quem você acha que poderia ter sido? – Eu me voltei para olhar para Tony. Ele estava estudando meu rosto atentamente por um tempo e, diante do meu silêncio, continuou – Sei que você pensa que fui eu, mas, supondo que não tenha sido, quem você acha que poderia ter feito?
- Honestamente eu não tenho ideia. – alguns segundos se passaram enquanto mantínhamos os nossos olhares travados um no outro – Vê como isso é complicado? Quando você tem uma série de suspeitos é mais fácil pensar a respeito. O fato é que, além de você, eu não posso pensar em mais ninguém. – E isso era realmente angustiante.
- Não fui eu Penélope. Acredite ou não.
- Acho que no fundo eu sei disso – confessei – mas era mais fácil quando eu pensava que era você.
Ele virou para olhar para a sua janela e ficamos em silêncio por cerca de dez minutos. Eu achava que ele não voltaria a falar sobre isso pelo resto da viagem, mas estava enganada. Era como se ele estivesse me atualizando com seus pensamentos à medida que eles iam surgindo em sua cabeça – Tem que ser alguém ligado à você. – Olhei pra ele novamente, questionando silenciosamente. – Basta se perguntar por que eu não recebi nada.
- Isso até faria sentido, mas a verdade é que eu não conheço ninguém que teria esse poder. Como proprietário do Clube e sendo o homem poderoso que você é, pode imaginar uma pessoa qualquer tendo acesso à essas imagens? Você mesmo estava convicto de que era impossível. Tinha que ser alguém com meios para conseguir isso. Eu realmente não sei o que pensar.
Dessa vez o assunto estava mesmo encerrado. Tony não disse uma palavra sobre o assunto pelo resto da viagem, nem quando chegamos à vinícola. Eu estava grata pela empolgação de Giovanna e por ela ter tanto para compartilhar comigo. Alguém estava feliz nisso tudo e era ela. Casando e organizando essa festa da uva. Recebendo pessoas importantes e tendo seu bebê a caminho. Pelo resto do dia eu tentei focar nisso e me contagiar com a sua alegria e pareceu dar certo. Exceto quando Tony se aproximava. Não importa o fato de ele estar nesse barco junto comigo. Eu estava furiosa com ele por tantas razões.
PennyMinhas mãos estavam presas no espelho da cama e as minhas pernas estavam envolvidas em volta de Antony. Nós dois ainda estávamos ofegantes. Ele havia viajado à Londres para algumas reuniões de trabalho e, por conta de alguns projetos da FPP eu não pude viajar com ele. Tony veio do aeroporto direto para casa e eu tive que faltar ao trabalho hoje. Isso sempre acontecia quando ele precisava deixar Milão e eu não podia ir junto.- Amor, eu realmente, realmente, realmente quero um filho seu. Você tem que parar com os remédios. Já imaginou uma pequena Penélope correndo por essa casa ou um pequeno Tony? – Eu sorri. Nós estávamos casados a quase um ano e praticamente todos os dias ele implorava por um filho. Antony era o melhor tio que uma criança poderia ter. ele mimava Teodoro de todas as maneiras possíveis e era lindo ver os dois juntos. Mas depois que Isabel sabotou a empresa, eu tive uma luta árdua para reergue-la. Antony insistiu para ajudar de todas as maneiras possíveis, mas tud
Foi um momento emocionante quando Giovanna me entregou Teodoro diante da pia batismal. Eu olhei pra Antony e ele tinha um sorriso todo carinhoso em seu rosto enquanto me via segurar o pequeno em meus braços. Eu retribui o sorriso e prestei atenção ao celebrante que pedia que nos aproximasse da pia.Como um verdadeiro Mazza, o rapazinho não chorou quando a água fria foi derramada em sua cabeça e em pouco tempo estava terminado. Eu abracei Giovanna com o pequeno Teo entre nós – Esse foi o maior presente que eu recebi. – Disse-lhe. Eu estava realmente envaidecida por sua escolha.- Você é a minha irmã, em todos os sentidos possíveis. Obrigada, por amar o meu filho.Em seguida abracei Matteo, que aproveitou para me perturbar como sempre. – Em breve será você.- Nem tão cedo – afirmei. Eu queria um filho de Antony, claro, mas isso não seria agora.Os jardins da mansão dos Mazzas estava belamente arrumado com flores nos canteiros e vasos. Centenas de anjinhos enfeitavam o lugar em todos os
Três horas e quatorze minutos, esse era o tempo que eu estava sentado em uma poltrona ao lado da cama de Penélope. Eu havia entrado aqui e, com cuidado, aproximado a poltrona de sua cama. Ela estava linda, com os seus cabelos espalhados, daquele jeito que eu gosto, sobre o travesseiro e ela estava vestida com uma camiseta folgada e gasta que amava usar. Mas eu estudei bem o seu rosto. Ela tinha pálpebras inchadas e avermelhadas e seu nariz estava igualmente avermelhado. Ela havia chorado e isso era minha culpa.Eu tinha tirado o blazer e dobrado as mangas da minha camisa e eu também havia tirado os meus sapatos. De passagem pela sala, eu havia pego uma garrafa de whisky e um copo. Nada de gelo pra mim esta noite. Minha noite seria longa, pensei, e de fato estava sendo.Ela puxou uma respiração mais forte do que vinha fazendo até o momento e em seguida, abriu os olhos.Ela acordou.Meu coração batia tão descompassadamente que me assustou. Eu estava, pela primeira vez na minha vida, em
Tony Filha da puta! Eu sabia que Beatrice tinha alguma coisa a ver com aquelas fotos que haviam sido enviadas para Penélope, de modo que eu não sei o que eu estava pensando quando a chamei naquela noite. Não, na verdade eu nem estava pensando. Minha vontade era ir até ela e tomar satisfação. Mas eu faria melhor. Eu precisava pensar. Liguei mais uma vez para Penélope, mas novamente ela ignorou as minhas chamadas. Eu queria correr até lá e explicar, mas eu precisava neutralizar Beatrice. Peguei meu telefone e fiz o que eu já deveria ter feito há muito tempo.~*~Quanto tempo havia se passado desde que eu tinha contado toda a situação? Bem poderia ter sido uma hora. O fato é que o silêncio estava se prolongado demais. Mas eu esperei...eu deixei que todo o ocorrido fosse processado. Então eu me inclinei para frente e me servi um pouco mais de whisky.- Você, Antony Mazza, é um filho da puta. – A voz de Luca soou com aquela mesma calma fria. A mesma que
A confirmação e que alguma coisa não estava muito bem ocorreu quando eu cheguei no trabalho no dia seguinte, segundo informação de Dino, Isabel esteve no escritório mais cedo naquele dia e precisou sair para uma reunião com um dos nossos clientes de quem ela administrava a conta. Já eu, estava um pouco atrasada, o que parecia ser comum sempre que eu dormia com Antony. Era como se nós não quiséssemos deixar um ao outro. Depois de me acomodar em minha cadeira e ligar o meu computador, notei um envelope pequeno na caixa acrílica de três andares onde costumavam ser deixadas as correspondências. Era um envelope pequeno e simples. Quando eu abri, estranhei não haver qualquer papel. Então olhei melhor para o seu interior que parecia vazio e acabei encontrando um pequeno cartão de memória. Sem perder tempo, eu liguei o meu computador e inseri o cartão. Quando um vídeo começou a reproduzir na tela, meu coração se apertou tanto que eu pensei que tivesse tendo um ataque cardíaco. A imagem era pé
- Como assim você está noiva? – Era Giovanna ligando do hospital para saber que história era essa. – quando você pretendia me contar? Olha, eu sei que eu escondi de você aquela história de eu ser escritora, mas puxa vida, Penélope. Eu achei que nós tínhamos resolvido isso.- Giovanna, nós resolvemos isso completamente. Eu ia te contar, acontece que ele me pediu em namoro anteontem e ontem pela manhã eu acordei com um anel de noivado no meu dedo e eu não vi como ele tinha ido parar lá, em seguida ele invadiu a casa dos meus pais sem ser convidado e contou pra ele. Se você está revoltada, imagina meus pais? Ele é louco.Ele estava deitada na cama se divertindo com isso tudo. Era domingo de manhã e a notícia estava nos jornais e blogs. Se espalhando com uma velocidade assustadora. – Oh! Isso é romântico...- Romântico? Isso é loucura.- Você gosta dele – não foi uma pergunta.- Só quando ele não está sendo um idiota.Ela riu. – Ok. Eu vou perdoar você desta vez. Mas eu quero ser madrinha
Último capítulo