Mundo ficciónIniciar sesiónDepois de anos dedicando sua vida à medicina e a um casamento que acreditava ser sólido, Adeline Moretti viu tudo desmoronar ao descobrir a traição do marido, Carlos Ricci, diretor do hospital onde trabalha. Ferida e desiludida, ela jurou nunca mais confiar em um homem novamente. Mas o destino tinha outros planos. Quando Adeline conhece Aston Beaumont, um jovem e impetuoso CEO de apenas 25 anos, ela jamais imaginaria que ele se tornaria sua maior tentação. Arrogante, sedutor e dono de uma confiança inabalável, Aston não aceita recusas—e muito menos a ideia de que a diferença de idade entre eles possa ser um obstáculo. O que começa como um jogo perigoso logo se transforma em algo avassalador. Entre encontros intensos e momentos de tirar o fôlego, Aston se torna a única pessoa capaz de fazer Adeline esquecer seu passado doloroso. Mas será que ela está pronta para abrir seu coração novamente?
Leer másDois anos.Dois anos desde que deixei o hospital Saint Louis com o peito em ruínas, um jaleco dobrado sob o braço e os olhos cegos de decepção. Dois anos desde que vi Carlos Ricci pelo que ele realmente era: um manipulador, um mentiroso, um covarde. Dois anos desde que pensei que jamais voltaria a confiar em alguém... e que jamais permitiria que alguém se aproximasse de novo.Mas hoje, estou diante do espelho de um closet maior do que qualquer apartamento que já morei, vestindo um longo dourado com fenda lateral e decote suave, enquanto meu reflexo sorri de volta como se soubesse todos os segredos do futuro. E o melhor deles está do outro lado da porta, amarrando a gravata com um ar distraído e sexy que só ele tem.Aston Beaumont.— Vai me olhar assim ou vai me ajudar a escolher o brinco? — pergunto, com um sorrisinho de canto, enquanto viro de perfil e ajeito o tecido do vestido sobre o quadril.Ele se aproxima devagar, com aquele andar confiante e preguiçoso que ainda me faz perder
O silêncio dela disse mais do que qualquer palavra.Era um sim. Um grito sem som. Um pedido que eu também queria fazer, mas que ficou preso entre a garganta e o peito. Ela só me olhou... com aquele olhar que queimava. E então veio até mim, passo a passo, como se cruzasse uma ponte que não tinha mais volta.Se sentou no meu colo devagar, as pernas se encaixando ao redor da minha cintura. A respiração dela já batia na minha boca. Tão perto que dava pra sentir o gosto antes mesmo do beijo acontecer. E quando aconteceu… ah, foi como acender um fósforo dentro de um quarto escuro cheio de pólvora.O beijo não foi tímido. Nem leve. Foi cheio. Quente. Faminto.As mãos dela estavam no meu rosto, puxando minha nuca, os dedos se perdendo no meu cabelo. O quadril dela começou a se mover, roçando no meu, lenta e ritmadamente, e mesmo com os pontos e cicatrizes ainda vivos no meu corpo, eu só conseguia pensar nela. Em como ela encaixava. Em como ela queria. Em como me fazia esquecer da dor só de exi
A luz que entrava pela janela do quarto da UTI era suave, dourada. Aquela tonalidade quase celestial do fim de tarde. A claridade invadia o cômodo em feixes retos, cortando o ar com um calor delicado que beijava a pele. O sol tocava minha pele pálida como se quisesse garantir que eu ainda estivesse ali.Vivo.Cada parte do meu corpo parecia distante. Um eco. A dor era controlada por remédios fortes demais para que eu sentisse qualquer coisa além de um incômodo insistente, mas a consciência... essa, estava nítida. E ela gritava o nome dela.Adeline.Abri os olhos devagar, como se o mundo fosse um filme pausado e alguém tivesse finalmente apertado o play. A primeira coisa que vi foi o teto. Branco, impecável. E em seguida, o vulto que se movia ao meu lado. Suave, doce, ansioso.— Aston? — a voz dela. Baixa. Quase trêmula.Virei o rosto com esforço. E ali estava ela. Cabelos bagunçados, rosto ainda marcado pelos últimos dias, mas linda. Tão linda. Os olhos marejados segurando as lágrimas
O interior da ambulância parecia mais estreito do que qualquer sala de cirurgia em que eu já havia pisado. E olha que eu era médica. Acostumada a sangue, fraturas, órgãos expostos. Mas nada — absolutamente nada — tinha me preparado para o que era estar ali dentro, deitada numa maca, com o braço enfaixado, o corpo coberto de hematomas e o coração... despedaçado.O giroflex pintava o mundo do lado de fora em tons intermitentes de azul e vermelho. Um ritmo frenético que parecia zombar da dor silenciosa que me consumia por dentro. Eu sentia cada solavanco da estrada atravessar meu corpo como uma facada. Mas, ainda assim, não conseguia parar de pensar em outra maca. Na maca do lado. Na que levava Aston.Ele estava desacordado.O rosto pálido. O peito coberto por um lençol branco que já não conseguia esconder o sangue que escapava da bandagem abdominal. Uma máscara de oxigênio cobria sua boca e nariz. A única coisa que me mantinha respirando era o bip contínuo do monitor cardíaco. Bip. Bip.















Último capítulo