Antônio Vitorino
Eram quase quatro da manhã quando voltei para a Villa. O ar da madrugada estava frio e úmido. Eu esperava encontrar a casa às escuras, o silêncio dos túmulos. Mas, assim que o carro entrou no pátio, vi as luzes do ateliê dela acesas.
Ela ainda estava acordada.
Desci do carro, sentindo o álcool flutuando no meu sangue, mas meus sentidos estavam alertas. Caminhei em direção ao ateliê, os passos ecoando no mármore. Eu cheirava a cigarro alheio, uísque e ao perfume genérico das