O silêncio é uma arma que eu conheço bem. Usei-o em interrogatórios, em negociações de carga e em esperas táticas no meio do mato. Mas o silêncio que encontrei naquela manhã, quando o sol de Milão cortava as cortinas do quarto como uma guilhotina, era diferente. Não era o silêncio da paz, nem o da estratégia. Era o silêncio de algo que tinha sido quebrado irremediavelmente.
Vincenza estava sentada na beira da cama, as costas retas, os cabelos negros caindo em cascata sobre os ombros. Ela não es