O altar da máfia

O altar da máfiaPT

Máfia
Última atualização: 2026-01-27
Serena  Atualizado agora
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Resumo
Índice

Duas dinastias criminosas governam o submundo em silêncio, sustentadas por sangue, lealdade e medo. Para evitar uma guerra que poderia destruir tudo, um acordo antigo é reativado: o herdeiro mais cruel da Casa Valenti deve se unir à primogênita da família Moretti assim que ela atingir a maioridade. O aniversário de Isabella Moretti se aproxima — e com ele, a sentença que nunca escolheu. Criada para obedecer, ela cresceu desejando exatamente o oposto: liberdade, escolhas próprias e um futuro longe das correntes invisíveis que sua família chama de tradição. Isabella não aceita ser moeda de troca nem viver ajoelhada diante de um homem que representa tudo o que ela odeia. Alessandro Valenti é o sucessor de um império construído sobre violência e controle. Frio, calculista e implacável, ele não acredita em amor — apenas em dever e domínio. O casamento não é um desejo, mas uma obrigação necessária para manter o poder da família intacto. Ele quer uma esposa silenciosa, submissa e obediente. Isabella é exatamente o erro que ele não pediu… e a tentação que não consegue ignorar. Presos a uma união forçada, cercados por segredos, traições e jogos de poder, Alessandro e Isabella entram em uma guerra silenciosa onde desejo e ódio caminham lado a lado. O que começa como imposição se transforma em algo perigoso, intenso e proibido. Em um mundo onde amar é fraqueza e desobedecer pode custar a vida, eles terão que escolher entre seguir as regras que os mantêm vivos… ou se render a uma paixão capaz de destruí-los por completo.

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Capítulo 1

Prólogo

O quarto estava em meia-luz. As cortinas fechadas abafavam o calor da tarde, mas não conseguiam conter a tensão que sufocava o ar. Eu andava de um lado para o outro, os pés descalços quase não faziam barulho contra o piso de madeira, mas meus passos eram frenéticos, desesperados.

— Eu não posso fazer isso, Elena… — sussurrei, como se as paredes pudessem ouvir. Meus olhos ardiam, cheios de lágrimas que eu me recusava a deixar cair. — Faltam só duas semanas… duas semanas para eu ser entregue a um homem que eu nem conheço.

Sentei-me na beirada da cama e apertei um travesseiro contra o peito, como se aquilo pudesse me impedir de desmoronar. Elena era meu único consolo naquela casa que mais parecia uma prisão disfarçada de lar.

— Talvez ele não seja tão ruim assim — ela arriscou, a voz fraca, insegura.

Soltei uma risada amarga e passei as mãos pelos cabelos, sentindo o desespero crescer no peito.

— Não seja tão ruim? — repeti, incrédula. — Você já ouviu as histórias, Elena. Dizem que ele é frio como gelo, que o coração dele é feito de pedra… que é impiedoso até com a própria família.

Levantei-me e caminhei até a janela, puxando a cortina de leve para espiar o jardim vazio, como se houvesse ali uma saída escondida, uma chance de fuga que ninguém mais pudesse ver.

— Eu não posso viver ao lado de alguém assim — minha voz quebrou. — Não posso ser apenas uma sombra na vida de Alessandro Valenti. Eu quero estudar, viajar, ser livre… não ser acorrentada a um casamento sem amor, sem escolha.

Senti os braços de Elena me envolverem por trás, apertando-me como se pudesse me proteger de tudo aquilo que se aproximava.

— Nós vamos encontrar um jeito, Isabella — ela prometeu, embora eu soubesse que nem ela mesma acreditava nisso. — Você não está sozinha.

Por um instante, fechei os olhos e me permiti ficar ali, naquele único lugar que ainda parecia seguro: nos braços da minha irmã.

Mas, no fundo, eu sabia.

O tempo estava contra mim.

E a liberdade que eu tanto desejava escorria pelos meus dedos, cada vez mais distante.

Por um momento, fechei os olhos e me permiti ficar ali, no único lugar que ainda parecia seguro: nos braços da minha irmã.

Mas, no fundo, eu sabia.

O tempo estava contra mim — e a liberdade que eu tanto desejava escorria para longe, cada vez mais distante.

— Era para você se casar com aquele homem, Elena, e não eu! — explodi, a voz embargada pela raiva e pelo desespero. — Você é quem sonha com casamento, com filhos, com essa vida… esse nunca foi o meu sonho! Nunca foi o meu desejo!

Gesticulei com as mãos, o coração disparado no peito, como se fosse sair pela boca.

— Você seria a esposa perfeita! — continuei, sem conseguir me conter. — Obediente, delicada… você bem que podia casar no meu lugar.

Elena se encostou na cabeceira da cama e sorriu de forma tímida, os olhos brilhando com uma esperança impossível de ignorar.

— Realmente é o meu sonho — admitiu, baixinho. — Eu nem sei como ficaria se ele quisesse se casar comigo… — suspirou, com um brilho sonhador no olhar. — Imagina só… eu, esposa de Alessandro Valenti. Um homem tão poderoso… sem falar na beleza dele.

Bufei, cruzando os braços com força, sentindo algo entre revolta e incredulidade crescer dentro de mim.

— Infelizmente, é você quem vai casar com ele, irmã — Elena continuou, agora com um certo pesar na voz. — Você vai ter que aceitar isso. Vai ter que ser uma boa esposa… obediente e submissa.

Virei-me de repente, os olhos faiscando, sentindo algo dentro de mim se partir — ou talvez se preparar para lutar.

— Eu nunca vou ser submissa! — afirmei, a voz firme como nunca antes. — Se ele quer se casar comigo, vai ter que me aceitar do jeito que eu sou.

Ou então que tenha coragem de romper esse maldito acordo!

O silêncio que se seguiu foi pesado, sufocante. Do lado de fora, o céu começava a escurecer, como se o mundo inteiro estivesse de luto pelos sonhos que eu via se desfazer diante dos meus olhos.

— E se você se casasse no meu lugar, Elena? — disse de repente, a voz carregada de uma esperança desesperada. — E se eu fugisse? Eu posso… sei lá, ir para a Rússia. Sumir do mapa! Eu preciso encontrar uma saída!

Elena arregalou os olhos, chocada, levando a mão à boca.

— Você está maluca, Isabella? — sussurrou, olhando em direção à porta, como se alguém pudesse nos ouvir. — Se você fizer isso, o papai te mata… e me mata também!

Aproximei-me dela e segurei suas mãos com força, como se aquilo pudesse fazê-la enxergar o que eu via.

— Pense bem, Elena… — murmurei. — Se eu fugir, de qualquer forma, você vai acabar casando com Alessandro Valenti. O papai jamais quebraria a palavra dele. Ele precisaria de uma solução rápida para manter o pacto com a família Valenti… e você seria a escolha óbvia.

Meu coração batia descompassado no peito.

Eu não estava falando apenas de fuga.

Estava falando de sobrevivência.

Elena hesitou, o rosto dividido entre o medo e um brilho de desejo que eu sabia mal contido. Mas, no fundo, ela também conhecia o tamanho do perigo que nos cercava.

— Para de pensar essas coisas, Isabella — murmurou, soltando-se com delicadeza. — Vamos deitar. A mamãe falou que a mãe e a irmã do seu noivo vêm aqui amanhã… para acertar os detalhes do casamento.

Sentei-me na cama, olhando para o vazio, o peito apertado. Cada batida do relógio parecia me empurrar ainda mais para um destino que eu não queria — e, agora, nem mesmo Elena parecia disposta a me ajudar a escapar.

No silêncio do quarto, nos deitamos, mas eu não consegui pregar os olhos. Fiquei ali, desperta, com os olhos fixos no teto, a mente fervilhando em planos de fuga, imaginando todas as formas de me livrar daquele futuro que me sufocava.

Fechei os olhos, mas não consegui fugir dele — não da imagem que se formava na minha mente:

Alessandro Valenti. O nome parecia ecoar dentro da minha cabeça, pesado, como se fosse um aviso de que minha vida nunca mais seria minha.

Ele era frio. Impiedoso. Um homem que ninguém ousava desafiar. E, ainda assim, não conseguia me impedir de imaginá-lo, de pensar em cada detalhe das histórias que ouvi: o olhar que gelava a espinha, o controle absoluto sobre tudo e todos, a presença que comandava respeito e medo em iguais doses.

Meu peito doía só de pensar que em duas semanas eu teria que dividir meu mundo com alguém assim. Alguém que não conhecia, que não se importaria com meus sonhos ou meus desejos. Que esperava apenas obediência.

E, no entanto… algo dentro de mim se rebelava. Não iria ser apenas mais uma sombra ao lado dele.

Eu não podia. Eu não queria. E, no fundo, aquela rebeldia me fez sentir algo perigoso: uma espécie de curiosidade, um alerta silencioso de que eu estava prestes a enfrentar algo que poderia me destruir… ou me transformar.

Alessandro Valenti não era apenas o meu noivo. Ele era a barreira entre mim e a liberdade. E, por mais que eu quisesse ignorar, ele já ocupava meus pensamentos — dominando cada canto deles, como se tivesse invadido meu mundo antes mesmo de pisar nele.

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Serena
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2026-01-27 14:20:55
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Prólogo
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