Vincenza Vitorino
O escritório do meu pai sempre foi um lugar de sombras e decisões que alteravam o curso da história — não a história que se lê nos livros escolares, mas a história real, aquela escrita nos becos de Milão, nos portos de Sicília e nas salas de reuniões luxuosas de Roma. Ali, o cheiro de carvalho antigo misturava-se ao aroma de charutos caros e ao frio metálico das armas guardadas em gavetas de fundo falso.
Mas hoje, o ar estava diferente.
Eu estava sentada em uma das poltronas