Rocco Mancini
O mármore branco de Carrara estava frio sob a ponta dos meus dedos, mas o sol da tarde romana tentava, em vão, aquecer a pedra. Eu estava parado ali, em um dos cantos mais silenciosos do cemitério, onde os ciprestes barravam o barulho da cidade e o tempo parecia ter feito um pacto de não agressão com a memória.
Nas minhas mãos, um maço de peônias frescas — as favoritas dela. Três anos. Três anos desde que a mulher que eu aprendi a chamar de mãe, sem nunca ter tido a coragem de di