Antônio Vitorino
O som seco do couro da luva atingindo o protetor de foco ecoou pelas paredes de concreto da academia subterrânea da mansão de Milão. Era um ritmo constante, quase hipnótico, mas não era o suficiente para silenciar o barulho dentro da minha cabeça. Eu estava suado, o peito subindo e descendo em um compasso frenético, e cada fibra do meu corpo parecia carregada de uma eletricidade estática que eu não conseguia descarregar.
Luigi, meu futuro cunhado e, naquele momento, meu saco d