Vincenza Vitorino
As horas seguintes foram um borrão de esforço e uma intensidade que eu nunca imaginei ser capaz de suportar. Eu, que sempre prezei pelo controle, pela estética perfeita, pela elegância inabalável, vi-me reduzida à minha essência mais pura. Eu era força. Eu era vida. Eu era a ponte entre o nada e a existência.
Antônio não saiu do meu lado por um segundo sequer. Ele não era apenas um espectador; ele era a minha âncora. Quando a dor parecia insuportável, eu apertava sua mão, e e