Vincenza Vitorino
O sol da Toscana nunca pareceu tão pesado e, ao mesmo tempo, tão cheio de promessas como naquela tarde. O ar estava carregado com o aroma de uvas maduras e terra aquecida, um perfume que, para qualquer outra pessoa, significaria apenas o fim de mais uma estação, mas para mim, era o cheiro do destino se cumprindo.
Eu estava parada diante da janela do meu ateliê na nossa casa aqui, observando as sombras dos ciprestes se alongarem sobre as colinas. Minha mão, quase por instinto,