Rocco Mancini
Meu coração batia tão rápido. Era como se eu tivesse saído em campo para uma missão perigosa.
Encontro Matteo me esperando no corredor, quando me tornar Dom, ele será ainda mais exigido.
— Está feito — eu disse, minha voz soando como se viesse de dentro de um túmulo. — Sele a ala amanhã. Reforce a guarda. Ninguém entra, ninguém sai. Se algum Romano chegar perto daquela área, você tem autorização para usar força letal para desviar
— Sim, senhor. E quanto a ela? Ela pareceu...
— Não me diga como ela pareceu, Matteo — cortei-o, sentindo a raiva e a dor borbulha em minha garganta. — Apenas faça o seu trabalho.
Matteo queria falar, queria dizer o que eu sabia, mas me negava a escutar.
- Sim Senhor Mancini, foi fazer os arranjos.
Caminhei para o meu escritório, o santuário de solidão onde eu passaria as próximas noites planejando um casamento que eu odiava e uma coroação que parecia uma sentença de morte. Eu era o futuro Dom Mancini. Eu tinha o mundo aos meus pés e