Mundo ficciónIniciar sesión"O seu verdadeiro dono veio te buscar. E eu ainda não decidi se vou começar a destruir pelo seu corpo ou pela sua mente." Dominic Ferraro é um psicopata diagnosticado e o Capo que a Itália aprendeu a temer. Ele não busca redenção, e muito menos o amor. Para ele, Alessia Lombardi não é uma mulher; é um troféu de carne, um receptáculo para o seu ódio e o instrumento perfeito para estraçalhar o império do homem que o traiu. Ele a quer nua, violada e rastejando por uma misericórdia que ele nunca conheceu. Dominic não quer apenas o corpo dela; ele quer o prazer de estraçalhar sua pureza, bulinar seu orgulho e usá-la como um receptáculo para sua fúria, até que não sobre nada além de uma casca vazia e marcada Alessia foi criada para ser a moeda de troca perfeita. Com seus raros cabelos prateados e uma linhagem manchada pela traição, ela sempre soube que seu corpo pertencia aos negócios da família. No dia de seu casamento, vestida de seda e cercada por mentiras, ela esperava ser entregue a um homem que odiava. Ela só não contava que o próprio inferno invadiria a catedral para reivindicá-la. Dominic é um fantasma forjado no lixo e no sangue, um sobrevivente que voltou para cobrar uma dívida de onze anos. No isolamento de uma mansão onde os gritos não encontram eco, Alessia descobrirá que a antecipação da dor é pior que a própria ferida. Entre jogos psicológicos sádicos e uma obsessão que ultrapassa os limites da sanidade, ela terá que decidir: lutar contra o monstro até o fim ou admitir que seu corpo, de forma perversa, reconhece a escuridão dele. "Eu não quero seu respeito, gatinha. Eu quero o seu grito e o seu desespero. E vou ter." — Dominic Ferraro
Leer másESTA É UMA OBRA DE DARK ROMANCE EXTREMO. Este livro contém cenas de violência explícita, abuso psicológico, físico e sexual, além de temas sensíveis e comportamentos criminosos. O relacionamento retratado é tóxico e abusivo e não deve, sob nenhuma circunstância, ser normalizado ou romantizado na vida real. Trata-se de uma ficção sombria destinada exclusivamente a maiores de 18 anos que possuem consciência da distinção entre fantasia e realidade.
Leia por sua conta e risco. Se você possui gatilhos com os temas citados, esta obra não é para você.
Essa história é um crossover/ Spiin off da história que dará inicio a varios outros personagens ( Comprada pelo Mafioso obcecado: contrato com a virgem) Que está disponivél aqui na plataforma ok.
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POV Alessia
O cheiro de incenso e lírios brancos costumava ser o perfume da paz em solo sagrado, mas hoje, ele tinha o odor metálico e sufocante de um funeral. O meu funeral. Eu não era uma noiva caminhando para o amor; eu era um cordeiro sendo arrastado para o cepo, onde o carrasco já afiava a lâmina com um sorriso de satisfação.
O vestido de seda marfim, escolhido a dedo por minha mãe para camuflar a fera que eu escondia sob as camadas de tule, era uma obra-prima de tortura arquitetônica. O espartilho estava tão absurdamente apertado que cada inspiração se transformava em uma agonia silenciosa; as barbatanas de aço cravavam-se nas minhas costelas, moldando minhas curvas generosas em um padrão que agradasse aos olhos masculinos, lembrando-me, a cada batimento cardíaco, de que na Fartalle, eu não tinha direito nem ao oxigênio que preenchia meus pulmões.
Eu sou Alessia Lombardi. A "Princesa de Prata". Uma anomalia genética que me deu cabelos da cor da lua e uma alma forjada no ferro, mas que para o meu pai, Leopoldo, não passava de uma mercadoria de luxo com data de validade. Ele estava me entregando, como um pedaço de carne sangrenta e marmorizada, para os lobos famintos da Eslovênia.
O objetivo de Leopoldo Lombardi era uma transação comercial fria: comprar o apoio da máfia Cantaloupe com a minha virgindade. Nossa organização, erguida sobre as cinzas e as traições da brutal Fratellanza di Ferro, era um castelo de cartas em meio a um furacão. Meu pai sabia que o chão sob seus pés estava podre, coberto pelo sangue dos que ele traiu. Ele precisava das rotas eslovenas para escoar sua sujeira e, acima de tudo, precisava de cães de guarda estrangeiros para garantir que seus próprios soldados não cortassem sua garganta enquanto ele dormia.
Caminhei pelo corredor da catedral sentindo o peso esmagador de centenas de olhares predatórios. Sorrisos falsos, dentes brilhantes que escondiam o veneno da elite criminosa. Eles viam exatamente o que os Lombardi venderam: a herdeira de curvas fartas, o busto oprimido pelo decote casto, a pele alva contrastando com os fios prateados que me faziam parecer uma santa saída de um altar. Eles viam a "boa garota", a virgem intocada que seria entregue a Marcellos Cantaloupe como um troféu de caça.
O que nenhum daqueles bastardos via eram os calos nos meus nós dos dedos, camuflados pela renda delicada das luvas de seda. Eles não faziam ideia de que, enquanto minha mãe me forçava a bordar enxovais e a baixar os olhos, meu primo Kauan me ensinava, no breu dos galpões úmidos, como estraçalhar a traqueia de um homem e como desmontar uma Beretta em segundos. Fui criada para ser uma boneca de porcelana puritana, submissa e pronta para abrir as pernas e sorrir para o monstro que pagasse o preço mais alto.
Meu pai queria uma donzela; eu me tornei uma estrategista para tentar sobreviver.
Eu sangrei no escuro, treinei até minhas pernas tremerem e aprendi a governar no silêncio da minha mente, esperando o dia em que o império seria meu. Mas a lógica da máfia é uma doença incurável: para Leopoldo, a mediocridade do meu irmão Lucca era uma virtude só porque ele nasceu com um pau entre as pernas. Lucca é um bastardo vazio, um erro de cálculo genético, mas no patriarcado podre dos Lombardi, um homem idiota ainda vale mais do que uma mulher brilhante.
No altar, Marcellos Cantaloupe me esperava. Ele era, visualmente, o arquétipo do príncipe encantado das trevas: cabelos negros como a noite, barba desenhada com precisão e olhos escuros que transbordavam uma possessividade nojenta. Ele não queria uma esposa; ele queria um objeto de prata para exibir em sua mansão gelada na Eslovênia. Algo para polir, usar, bater ou foder quando estivesse entediado e descartar quando o brilho sumisse. Marcellos já me olhava como se fosse o dono das minhas entranhas.
Em um de nossos raros e asquerosos encontros, ele sussurrou contra o meu rosto que não via a hora de estraçalhar minha virgindade; disse, com um hálito que cheirava a pecado, que queria me ver sangrar no pau dele até que a dor se tornasse a única forma de amor que eu conhecesse. Palavras grotescas, vomitadas sobre uma moça que o mundo acreditava ser tímida, puritana e intocada.
O que aquele bastardo não sabia era que meu coração não estava disponível para a sua crueldade. Ele estava trancado em um cofre de gelo eterno, e eu havia engolido a chave há muito tempo. Desde os doze anos, quando o sangue da minha primeira menstruação desceu, eu entendi meu propósito neste império de homens: eu nasci para ser uma mercadoria de pernas abertas e uma incubadora silenciosa.
Eu era o sacrifício, o preço da paz entre traidores. Olhei de soslaio para o meu pai e vi o triunfo em sua face gordurosa. Ao lado dele, Lucca parecia um pavão estufado, pronto para herdar o trono que eu construí com meu silêncio e inteligência. Naquele mundo, a coroa nunca tocaria minha cabeça prateada.
— Princesa... — Marcellos sussurrou quando alcancei os degraus.
Sua mão, quente e possessiva, cobriu a minha como uma garra de ferro. O toque me causou uma náusea visceral, um arrepio de repulsa que subiu pela minha espinha como ácido. Eu já podia sentir o peso do "dever" que viria à noite. A invasão de um homem que me via apenas como um útero para herdeiros eslovenos. Eu estava pronta para o meu papel de mártir, pronta para entregar meu corpo para salvar os negócios sujos do meu pai...
Até que o universo simplesmente foi rasgado ao meio.
Uma detonação ensurdecedora. As portas maciças da catedral foram arrancadas das dobradiças por uma carga explosiva de alto impacto. O mundo ficou cinza, preenchido por poeira, gritos e o cheiro doce de pólvora queimada. A onda de choque me arremessou para trás como se eu não passasse de uma pena. Caí de forma desajeitada, o peso do meu próprio corpo batendo contra o presbitério de madeira maciça. Ouvi o som doloroso do tule e da seda rasgando no meu braço, expondo minha pele à poeira do caos, mas a dor era um detalhe ínfimo comparado ao zumbido agonizante que tomou conta dos meus ouvidos.
O sacrifício havia sido interrompido. E, pela primeira vez na vida, o medo que senti foi substituído por uma faísca selvagem de esperança: os lobos haviam chegado, mas talvez eles não estivessem ali para o banquete... talvez estivessem ali para a matança.
POV/ Alessia***A comida estava aceitável, mas o sono que veio depois foi antinatural. Eu mal tive tempo de planejar minha fuga pela janela antes que o mundo começasse a girar e as sombras se tornassem densas demais.***Acordei no meio da noite, ou talvez fosse madrugada; meu corpo pesava toneladas, como se o sangue tivesse sido substituído por chumbo. Através de um véu de consciência turva, vi vultos. Sombras se movendo ao meu redor. Senti mãos. O toque era frio, manuseando meu corpo como se eu fosse um manequim sem vida, uma boneca de porcelana descartada. Tentei gritar, tentei chutar, mas meus músculos não respondiam à minha vontade. Eu era apenas uma observadora silenciosa da minha própria vulnerabilidade, presa em um corpo que se recusava a lutar.Quando a luz do sol finalmente atingiu minhas pálpebras, o susto foi como um choque elétrico. Sentei-me na cama de uma vez, mas o lençol escorregou pela minha pele fria.Eu estava nua. Completamente nua.O pânico subiu pela minha gar
POV: ALESSIA LOMBARDIO vento cortante da noite batia no meu rosto enquanto eu seguia os passos pesados de Dominic para fora da pista de pouso. Eu esperava encontrar uma masmorra, mas o que surgiu diante de mim era uma mansão moderna, imponente, com imensas paredes de vidro que refletiam a lua.— É diferente do que eu imaginei — confessei, tentando não parecer impressionada.— Achou que eu te traria para um calabouço úmido, uma masmorra ou algum tipo de fosso? — Ele deu um sorriso de lado.— Fosso, não — murmurei. — Talvez uma masmorra.Ele soltou uma risada curta, seca. Por um instante, sob a luz do lustre de cristal que brilhava através do vidro da entrada, eu me perdi naqueles olhos de cores diferentes. Dominic Ferraro era, de um jeito perturbador, o homem mais bonito que eu já tinha visto. E isso me assustava mais do que a sua faca. Virei o rosto rapidamente; eu não podia me dar ao luxo de admirar o meu captor.— Lorenzo, leve-a para o quarto — ele ordenou, sua voz voltando ao to
POV/ Dominic FerraroEla olhou para o vestido ensanguentado na minha mão e depois mergulhou nos meus olhos. O silêncio no quarto era tão denso que eu podia ouvir a engrenagem da mente dela girando. Por fim, ela descruzou os braços e caminhou em direção à porta, passando por mim com o queixo erguido e aquele cheiro de sabonete barato e sangue que estava começando a me viciar.— Ótima escolha — murmurei, seguindo-a.A levei para baixo e entramos na SUV preto em silêncio. Sentei-me no banco do passageiro, enquanto Lorenzo se acomodou atrás, ao lado de Alessia. Pelo retrovisor, vi meu irmão manter a pistola apontada para a barriga dela.— Pode abaixar a arma, Lorenzo — ordenei, sem desviar os olhos da estrada à frente. — Ela não vai tentar fugir. Vai, principessa?Alessia engoliu em seco, mas sustentou o olhar pelo espelho.— Eu não sei o que você está planejando, Dominic, mas se a ideia é usar a minha vida para ameaçar o meu pai, você está perdendo seu tempo — ela disse, com uma voz cal
POV/ DOMSaí do quarto arrastando o corpo de Connor pelo pé, o som do crânio dele batendo nos degraus e o rastro de sangue grosso sujando o tapete persa caríssimo do corredor. Joguei o "pacote" nos braços de Lorenzo, que esperava do lado de fora com uma expressão de quem carregava o mundo nas costas, e encarei o segurança que deveria estar vigiando a porta. O infeliz estava pálido, os olhos fixos no cadáver fresco aos seus pés.— Leve isso para o porão — ordenei para Lorenzo, sem tirar os olhos do guarda trêmulo. — E avise ao resto desses animais que eu vou dar uma aula prática de anatomia se não aprenderem o significado de "propriedade privada". Se um deles sequer respirar perto da fechadura dela de novo, eu corto a garganta de todos na frente do grupo para ver quem tem o sangue mais brilhante.O segurança tremia tanto que o suor escorria pela testa, pingando sobre o que sobrara de Connor.— Tire esse peso morto daqui — soltei uma gargalhada curta, achando uma graça genuína na litera
POV/ DOMINIQUE— Já tirei ela daquela cela úmida. Levei-a para o quarto lá em cima para ela se limpar. Aquele vestido de noiva é um farol de busca; precisamos dela com roupas normais antes de cruzarmos o setor para a fazenda.Lorenzo deu um passo à frente, o semblante subitamente pensativo, como se estivesse processando um enigma.— E como ela reagiu? Gritou? Chorou? — perguntei, sentindo um prazer antecipado, quase extasiado, ao imaginar a imagem dela desmoronando em desespero. — Ela já começou com o teatro de que faz qualquer coisa para eu deixá-la ir?— Ela é... diferente. — Lorenzo coçou o queixo, o ar de dúvida estampado no rosto. — Não. Nada disso.— O quê?— Ela não gritou. Não implorou. Apenas disse que estava com fome.— Com fome? — Arqueei uma sobrancelha, o sarcasmo cortando o ar. Eu esperava uma mulher em estado de choque catatônico, não uma herdeira preocupada com o próprio estômago.— Sim. Eu vou providenciar algo na cozinha agora. Um pão, algumas frutas... algo rápido a
POV: DOMINIC FERRAROA agulha entrava e saía da minha pele com uma regularidade mecânica, mas eu mal sentia o aço perfurando a carne. A enfermeira tremia, o metal batendo contra a bandeja, enquanto tentava fechar o rasgo no meu braço — o beijo de despedida de uma bala na catedral. Eu não olhava para o ferimento; meus pensamentos estavam na cela lá embaixo. Quando você é forjado na dor por tanto tempo, ela deixa de ser um alerta. Torna-se apenas um ruído de fundo, como a chuva batendo no telhado.— Lorenzo — chamei, sem desviar o olhar do teto descascado. — Vá ver a garota. Veja se ela sobreviveu ao despertar.Eu a vigiava desde que ela era uma criança de doze anos. Eu conhecia o cronômetro da vida dela: a hora em que acordava, o que comia, o jeito preciso como penteava aquele cabelo prateado absurdo. Eu tinha planejado cada centímetro da agonia que causaria nela. Mas, agora que a "Princesa de Prata" estava sob o meu teto, algo na imagem parecia fora de foco. Ela não reagiu como as out





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